Tempos Modernos também em nossas cabeças....
Para estudar as Vanguardas Europeias, movimentos que surgiram no início do século XX como reação à I e II guerras mundiais e ao Capitalismo tecnológico, os alunos do 3º ano do Ced 01 do Guará participaram de cinco oficinas de poesia. A primeira foi sobre o Futurismo, movimento surgido em 1909 com a publicação do manifesto escrito por Fillipo Tommazo Marinetti, o qual representou a
exaltação da vida moderna e a ruptura com tudo que fosse tradicional (a arte
devia ser passageira). Nas aulas de Português, os alunos foram desafiados a escreverem poemas em uma linguagem que se aproximasse do movimento futurista, tendo como tema gerador a influência da cultura africana na cultura brasileira. A seguir, veremos alguns dos poemas elaborados.
É segunda-feira
E começa tudo novamente,
correria, estresse, liberdade...
A tão querida liberdade, seguida de tanta responsabilidade
Menos antigamente que só se consegue depois de uma certa idade
Telefones tocam inquietamente
e o que antigamente não era tão frequente...
Afinal, como se virava aquela gente?
todos os dias enfrentavam uma jornada diferente.
O meio mais eficaz era verbalmente
O conto visual era indispensável
Hoje em dia, é quase anormal
Não sei conversar
Sei digitar, clicar, ligar
Ao final de cada dia, me torno um ser mais inconsequente
E assim vou vivendo uma vida alienadamente
Clécia Pereira, Ingrid Sousa, Ingrid Laila e Mariane 3º A
Vieram forçados, esse povo africano
Trouxeram cultura que permeia há anos.
Tocando Olodum, tocando alegria,
fazendo feliz quem vive na Bahia.
Com o samba no pé balança a mulher,
desfila na avenida e vem quem quiser.
Se bate a fome tem acarajé.
Passa na TV o povo de fé,
na beira da praia dançando Candomblé.
Na mão de um homem, o novo Iphone,
filmando e adorando Iemanjá em seu nome.
Cultura africana que veio para ficar.
Difícil não achar,
mas se não encontrar,
basta então pesquisar.
A internet está aí para facilitar
Felipe Pereira, Matheus Matos e Bruna Rafaela - 3º B
Vida Moderna
Um simples poema, difícil de falar
O quanto a sociedade ainda vai mudar
Todo dia que passa, nós vamos nos reinventar
Pois a tecnologia sempre vai acompanhar
Tecnologia simples de dizer
Revolucionou o conceito de viver
Só controla quem tem habilidade
Veio nos trazer a modernidade.
Porém nem todos têm acesso
Aqueles africanos que não chegaram perto
mereciam sentir um gosto
de um automóvel novo.
Nunca viram nem se quer a cor
Nem escutavam o barulho daquele motor
Automóvel trouxe uma mobilidade.
Nunca se tinha movido com tanta velocidade.
Rafael Dutra e Victor Caldas - 3º C
O Grito de Liberdade
A escravidão acabou há tempos.
Tempos de luta e dor.
Momentos de crueldade sem pudor.
Mas, a questão é: terminou?
Celular, tecnologia, computador.
A violência ainda existe.
Só o local da senzala que mudou.
"A elite pira quando o morro aprende a ler"
Lá tem os negros que a burguesia tanto aprisionou.
Mas esse poema não é uma história de terror.
É para falar daquilo que o pobre conquistou.
Dignidade, seu lugar na Universidade.
A chance de um futuro promissor.
A informação é para todos.
Isso o branco não pode tirar.
Acabou o silêncio ensurdecedor.
Agora o negro tem voz para gritar.
A internet é uma cúmplice
para o negro se empoderar
"A nossa luta mudou
não aceitamos mais não ter lugar".
Ana Luísa, Crisley Maria e Gabriela Santos - 3º D

Lindas poesias!
ResponderExcluirBelo trabalho professora, muito bom esse incentivo.
ResponderExcluirObrigada,seja bem vindo para contemplar os nossos textos. Um abraço.
ResponderExcluirObrigada,seja bem vindo para contemplar os nossos textos. Um abraço.
ResponderExcluirEste comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirParabéns Andréia e alunos do CentroEducacional 01 do Guará. Estou orgulhosa!
ResponderExcluirObrigada, Nete. Esse trabalho é apenas o começo de um projeto comum e nós também agradecemos a inspiração. Beijos...
ExcluirEste comentário foi removido pelo autor.
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