"Só o amor é capaz de nos fazer viajar para dentro de nós mesmos e nos fazer descobrir o humano que há em nós" Andréia Moreira da Silva

Após trabalhar durante um semestre o Romantismo na Europa e no Brasil, finalmente o nosso trabalho foi concluído com a promoção do Sarau Romântico. Cada turma foi responsável em promover o seu próprio sarau. A turma foi avaliada da seguinte forma: avaliação geral em que deviam ser atendidos os seguintes critérios: figurino, ambientação/ornamentação, comida, organização e estética. Essa parte avaliativa teve como objetivo unir e integrar a turma. A segunda avaliação referiu-se ao trabalho em grupo com as temáticas, das quais foram exigidos os seguintes critérios: apresentação artística, criatividade, expressão, conteúdo, originalidade e organização. Tal avaliação teve como objetivo revisar o conteúdo do semestre de forma lúdica e divertida. Os temas foram: Poesia e Música do século XIX, A Mulher no Romantismo, Castro Alves e a causa abolicionista, A Arte Gótica e o Ultrarromantismo, A Poesia Nacionalista, A Prosa Romântica. O resultado do trabalho valeu a pena, conseguimos alcançar todos os objetivos, bem como compreender a importância do Romantismo para a formação da identidade brasileira e ainda fizemos uma confraternização do semestre para celebrar o trabalho realizado. Confiram algumas fotos e textos!
Poema Byronista
Era uma vez um concerto em um cemitério
Onde homens apresentavam seus grandes critérios
Espetáculo sombrio com o barulho do rio
A legião de mortos criava o império.
Vinho na mão, esperança no peito
Muitos morriam por não ter mais jeito
Um deles era Renato, pobre enganado
Vivia em seu mundo pobre e isolado
Conheceu então uma bela menina
E sempre com ela um laço de fita
Mudou seus planos para com ela ficar
O seu sonho era com ela casar
Romance à tona, paixão platônica
Pensava ele até então
Porém não sabia o que ela sentia
Tocava a alma e ia além do coração.
Os dois se amavam, mas a moça era de respeito
E não tinha jeito de com ela ficar
Fugiram de casa e deixaram tudo para trás
Tudo o que queriam, era se amar em paz.
A família entra à tona e separa os dois
Porém eles se encontravam depois
Ela deixou com ele a fita de recordação
E disse a ele que faria tudo por aquela paixão.
A família vem e a surpreende
Dizendo à moça que ele não estava presente
Morreu de tuberculose de tanto tossir
No sereno da noite, não estava mais ali.
Porém era mentira e ela não sabia
Em seu rosto não se via mais o traço da alegria
Resolveu morrer então, matar-se de amor
Não aguentava mais tanta dor
Pegou uma faca e antes de cravar no peito
Disse que se não poderia amá-lo nesse mundo imperfeito
O amaria em qualquer dimensão
Mas haveria de existir uma outra opção
Então ele chega desesperado
Ao vê-la sangrando ajoelha ao seu lado
Pega a fita e tenta o sangue estancar
Porém percebeu que não podia a ferida curar
Do seu lado se deitou
Com lágrimas de amor, exclamou:
- Só me resta sua fita que guardo no peito
Para unir nosso sangue e esconder nosso despeito
E dessa história só resta o laço de fita
Que cor nenhuma tinha
E se foi colorindo com a cor do amor
Unindo o sangue do casal sonhador.
Maria Eduarda - 2º B
Tatuagem
O índio é um cara inteligente
Nunca picha o corpo com tinta permanente
Cada dia, um desenho diferente
Mostra o seu senso coerente
para não se arrepender eternamente.
Marcos Marques
A mata desmata
Nosso povo humilhado
Nossa terra roubada
Nosso povo escravizado....
Somos uma sociedade milenar
Temos muito a ensinar...
Paulo Odair Silva