Mensagem Poética

"Sê bom. Mas ao coração prudência e cautela ajunta. Quem todo de mel se unta, os ursos o lamberão" Mário Quintana



Olá! Meu nome é Andréia. O objetivo desse blog é publicar as redações dos meus alunos, bem como ser um espaço de interação e construção do conhecimento acerca da literatura e do mundo da escrita.

E-mail: amoportugueseespanhol@gmail.com

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Projeto Literatura Juvenil

Atenção, meninos! 


     A leitura de obras literárias é muito importante, não só para o desenvolvimento do aluno na área de língua portuguesa como também no desenvolvimento do ser humano. Quem lê, pensa mais rápido, possui uma boa bagagem de conhecimento nas diversas áreas, desenvolve a criatividade, a imaginação e o senso crítico. Torna-se uma pessoa mais sensível e atua de forma diferenciada no mundo. 
     Portanto, no 3º bimestre iremos avançar para a leitura de uma obra literária. A avaliação será uma prova de interpretação valendo 2,0 pontos, será sobre as seguintes obras:





  • O Pequeno Príncipe - Antoine de Saint-Exupéry  -  (8º ano )
     Publicado em 1943 a obra é um romance francês, fruto da vivência do próprio autor. Ele viajou por muitos lugares e conheceu muitas pessoas e culturas e quis registrar de forma simbólica o que aprendeu com as pessoas a partir do relacionamento delas com o mundo. É uma obra que questiona o sentido da vida. As ilustrações foram feitas pelo próprio autor e juntamente com o texto nos fazem refletir sobre a relação entre o mundo adulto e o mundo da criança. À criança, ele alerta para os perigos da vida adulta; ao adulto, ele nos faz voltar à infância para resgatarmos valores como: amor, amizade, criatividade, autoestima, coragem, responsabilidade e compromisso. Vale a pena viajar com esse principezinho que nos faz voar pelo mundo da imaginação, e através de suas fantasias nos faz enxergar melhor a verdade. 



Quem não conseguir comprar ou pedir emprestado, a obra está disponível na internet. Basta entrar no endereço abaixo.


http://www.biblioteca.radiobomespirito.com/o_pequeno_principe.pdf






  • As aventuras de Tom Sawyer  -  Mark Twain  -  (8ª série/9º ano)
      É uma obra clássica da literatura norte-americana que é construída a partir do humor, do mistério e de muita ação. Conta a história de um menino órfão que vivia em uma cidadezinha às margens do rio Mississípi nos EUA, sempre em conflito com a tia, o irmão e os colegas da escola. Malandro e esperto inventa mil travessuras e vive as mais divertidas e belas confusões. É a primeira obra do autor que a escreve a partir de sua própria experiência de vida. Aborda a transição entre a infância e a vida adulta e através das aventuras aparentemente ingênuas e infantis dos personagens, nos mostra com sabedoria os reais conflitos de nossa sociedade. Embarquemos nessas aventuras com Tom Sawyer e seus amigos, vale muito a pena!



Quem não conseguir comprar ou pedir emprestado, a obra está disponível na internet. Basta entrar no endereço abaixo.

https://docs.google.com/file/d/0B60refihXe2cMzJvWGVvUUROV1E/edit


quinta-feira, 3 de julho de 2014

Memórias Literárias - Rememorando a Infância II

     Memórias literárias fazem parte de um gênero narrativo cujo objetivo do texto é rememorar fatos da vida do autor. Apesar de contar fatos verídicos ou ser baseado em fatos reais, não pode ser confundido com uma biografia, pois não se resume em contar a vida de alguém, mas narrar as suas lembranças. É escrito, claro, em primeira pessoa e o narrador personagem lembra dos fatos de uma forma afetiva e figurada.
     O desafio lançado para os alunos do 8º ano C do Ced 01 do Guará foi narrar fatos importantes de sua infância.
     O resultado foi maravilhoso, todos os textos procuraram narrar fatos importantes e marcantes da infância. Gostaria de ter digitado todos eles, mas o tempo limitado não permitiu. Assim, escolhi algumas, certa de que não fui totalmente justa. Todavia, vale a pena prestigiar as seguintes redações. Emocionante!!!!


Meu presente para o mundo
     Meus pais sempre despertaram em mim a vontade de saber de tudo, de tudo mesmo, sabe?! Desde as coisas mais óbvias até as mais sem nexo e eu sempre ouvia: "tudo o que você precisa está nos livros".
     Fui até à biblioteca com meu pai e um livro de capa azul roubou minha atenção. Levei "Meu presente para o mundo". O livro em si não me interessou muito, mas fiquei intrigada com o título, era como se fosse uma missão na minha vida. Acho que todos devem algo ao mundo. Bom, não ao mundo mesmo, mas sim à sociedade.
     Após um tempo procurando alguém que já tivesse dado, cumprido sua "missão", pensei em desistir, não obtive nenhuma resposta que suprisse meu pensamento, sentei na mesa da sala. Meu avô se juntou a mim e perguntou o porquê deu estar cabisbaixa, respondi que estava frustrada por não ser útil até nisso e me surpreendi quando ele me disse: "Você é incrível, neguinha, você pode até não poder plantar árvores ou construir casas no Haiti, mas com certeza irá surpreender o mundo com suas curiosas descobertas".
Bruna Bernardes - 8º ano C


O melhor giro da infância
     Há várias emoções quando se rodopia na ponta do pé, variadas sensações quando aplaudida em pé. Aquele tempo era mesmo maravilhoso, corríamos livremente, saltitantes, expressando somente  alegria. De manhã cedinho, escutava aqueles cantos lindos dos mais variados pássaros. Apreciando a beleza matinal, seguia para a aula de ballet.
     Vestia um maiô cor-de-rosa, uma sainha e sapatilhas nude, me alongava e esperava as ordens da professora querida. Girávamos na pontinha do pé, fazíamos "plié" e "gran-plié", saltávamos delicadamente e dávamos pulinhos graciosos. Alegria, leveza , despreocupação e ballet, era tudo o que me importava.
     Todo o tempo dedicado ao sonho de ser bailarina foi desfeito por um breve acidente, que me acompanha juntamente com a tristeza até os dias atuais. Infelizmente nos dias de hoje, cabe a mim relevar esse acontecimento e lidar com a responsabilidade de prosseguir.
Giovana Aguiar Duarte - 8º ano C


Minha história
     É bem difícil para eu falar sobre a minha história, porque eu morei na rua por seis anos, e de lá eu fui morar no abrigo.
     Conheci muitas outras crianças, aprendi que muitas pessoas têm uma dificuldade, conheci pessoas que sempre cuidaram de mim.
     Eu mesma que morei 3 anos no abrigo, sempre me emociono a falar da minha irmã Maria Clara, que faz muitos anos que eu não a vejo, e eu sinto muitas saudades. Todos os meus amigos e eu vivíamos subindo em pés de manga, praticamente sempre estávamos comendo, e era muito divertido.
     Fui adotada em 11 de janeiro de 2010 pela minha mãe Maria de Lourdes, já faz quatro anos que eu moro com ela.
     Minha família é muito importante para mim, eu os amo muito, tenho dois cachorrinhos. Quando um morreu aos seis anos em 2012 foi um sofrimento, mas ganhamos outro, que nos faz feliz.
     Tive muitas aventuras na minha vida, eu estou contando todas elas no livro que eu estou escrevendo, vou querer trabalhar em várias profissões, eu quero seguir a minha vida.
Ingrid de Carvalho - 8º ano C

A minha infância
     Quando eu era menor, gostava de brincar mais na rua: jogar bola, soltar pipa, jogar bilocas e etc... porém hoje em dia ainda vou jogar bola e outras coisas como andar de skate. Eu nunca esqueço da minha primeira manobra no skate.. que foi um salto chamado ollie, porém hoje em dia já evoluí bastante, conheci novas pessoas e etc.
     Entre muitas coisas da infância, nunca esqueceremos das coisas ruins, lembro quando caí de bicicleta, me ralei todo e além disso quebrei o braço, doeu muito.
     Lembro também quando perdi a primeira pipa que eu consegui empinar, fiquei muito triste, pois ela era uma pipa bem colorida com o super-herói que eu gostava, o homem aranha, mas depois fui aprendendo que essas coisas eram normais.
     Hoje, estou crescendo e aprendendo que errar é humano, pois hoje estou aqui e lembro muito bem de cada detalhe da minha infância etc.
Daniel Amorim Rabelo - 8º ano C


Minha infância
     Infância, todo mundo tem. Minha infância como não posso esquecer, todos os dias saía para brincar de carrinho com os colegas. Infância é uma época mágica. Lembro que todos os dias acordava cedo para assistir aos desenhos. Depois tomava aquele delicioso leite achocolatado com biscoito. Lembro que saía com os meus primos de bicicleta pela rua e só de tarde voltava, não me preocupava com nada.
     Minha infância simplesmente foi mágica, não tinha que me preocupar com nada, naquele tempo a vida parecia perfeita, passava as tardes jogando bola ou brincando de carrinho. Tardes perfeitas. Queria voltar no tempo e viver aquilo de novo.
     Mas enfim, o tempo passa, a vida anda e percebo que aquilo só foi uma fase. Eu amei a minha infância.
Gabriel Vítor Carvalho - 8º ano C

Conto - Tema: Amor - Condição para realização pessoal ou aprisionamento da alma?

     Conto é um texto literário que consiste em ser uma narrativa curta, cujo tempo dos fatos narrados é um pouco mais longo que o tempo de uma crônica. A constituição das personagens costuma também ser mais complexa, com descrições não só físicas como psicológicas. É um texto de ficção e como todo texto narrativo possui narrador, personagens, ponto de vista, conflito, clímax e desfecho. 
     A proposta de redação para os alunos do 9º ano do Ced 01 do Guará foi escrever um conto em primeira pessoa narrando a história de uma personagem solitária que vive um conflito psicológico diante das incertezas sobre o que é realmente o amor, narrando suas lembranças e histórias passadas e relacionando-as com o tempo presente da personagem narradora. O resultado desse trabalho você pode conferir numa pequena amostra, lendo os textos seguintes.



O que seria o amor?
     Era uma tarde ensolarada, eu a observava da janela, lá estava com seu livro sentada na calçada da minha humilde casa, lia "O que é o amor?" de Vinícius Andrade. Parei e me perguntei: "o que é o amor?", taí uma grande pergunta.
     Entrei para o meu quarto e fiquei a imaginar o que seria esse tal de amor que nos transforma, nos dá segurança e ao mesmo tempo, nos insegura... Será que já senti esse amor? Acho que não, porém confesso que já senti aquele frio na barriga. Percebi que era tarde da noite e adormeci.
     No dia seguinte, aquela menina estava novamente na minha calçada, lendo o mesmo livro e a ideia do que seria o amor novamente no meu pensamento.
     Sim, já amei alguém um dia, mas para essa pessoa o amor é algo banal... talvez tenha mudado meu conceito sobre o amor por ter passado por essa situação, mas se perguntarem "o que é o amor?", reponderei: Realização Pessoal.
Vanessa Batista M. da Silva - 8ª Série A


Uma personagem qualquer
     Uma noite fria e nublada, estava em meu quarto, tentando me lembrar da última vez que alguém me chamou para fazer algo. Meus dias têm sido todos iguais, secos e solitários. Passo a maior parte do meu tempo lendo, substituindo amigos por livros, às vezes eles me entendem. Na verdade, prefiro ser sozinha, não ter amigos, do que ser rodeada de gente falsa, que finge gostar de mim.
     Outro dia, me lembrei de quando era pequena, devia ter uns 4 anos de idade, tinha uma amiga do maternal, fazíamos tudo juntas, até ela se mudar para outro país. Fiquei arrasada e até hoje me pergunto se irei encontrá-la novamente.
     Ao contrário de muitas garotas só tive um amor a vida inteira, o mesmo até hoje, o mesmo durante anos. João, filho do amigo de escritório do meu pai. Penso eu que ele não saiba do meu sentimento por ele, ou saiba.
     Meus pensamentos são diversos e confusos, não daria para contá-los aqui. Afinal, esqueci de me apresentar. Sou essa garota que você imaginou desse mesmo jeitinho, foi um prazer!
Nicoly Alves Soares - 8ª Série A


O amor sem palavras
     Já faz um bom tempo em que eu me pergunto: o que é o amor? O amor não é como nos filmes e eu me pergunto se realmente alguém poderia me amar de verdade.
     Já faz algum tempo em que eu estou recebendo cartas no meu armário. Lembro-me da primeira vez que recebi essas cartas, achei que era brincadeira de mal gosto. Mas não. O único problema é que o autor dessas cartas é mudo. Como alguém sem voz poderia se declarar? Como poderia me amar? E foi aí que lembrei de um livro que eu li, dizia que o amor não tem palavras, mas a mocinha do livro nunca estava satisfeita com esse amor. Então, por que eu ficaria?
     Hoje eu iria me encontrar pela primeira vez com o Yuri, o autor das cartas. Não faço a mínima ideia de como iríamos conversar, já que ele não fala. Até que Yuri chegou com folhas e canetas em mãos. Nos cumprimentamos com abraço e conversamos através de papéis. E devo admitir que ele é um total cavalheiro.
Yuri se levantou e fez três sinais com as mãos, logo perguntei o que significa e ele me escreveu que representa "Eu te amo" em libras.
     Não acho que exista uma declaração mais bela do que essa, sem palavras, mas com atitudes. Mesmo com meus medos, inseguranças e decepções sobre o amor, resolvi dá uma chance a ele. Até por que agora aprendi que o amor mais que uma palavra é a fonte de que todo ser humano, mudo ou cego, magro ou gordo, necessita.
Natália Nascimento Ribeiro - 8ª Série A



O que é o amor afinal?
     Talvez seja uma forma de demonstrar carinho e afeto por alguém. Através de um beijo? É bom. Mas quem sabe palavras de conforto, ou uma risada enquanto a lágrima escorre, também não seja uma forma de demostrar esse sentimento.
     Outro dia revirando a minha caixa de entrada, revi um e-mail que tinha te mandado, mas que infelizmente não teve resposta, passei horas e horas lendo aquele e-mail, enquanto uma lágrima escorria em meu rosto, talvez fosse saudade, senti que meu coração acelerou. Por que tinha que acabar, uma história de amor tão linda assim?
     Quem sabe você também não sentiu saudade? Mas tem outra pessoa agora fazendo tudo isso por mim.
     Hoje sei que sempre existirão outros lugares, outras coisas, outras pessoas, mas deixarei você viver tudo isso e ainda assim preferir a mim. Não existe "para sempre", isso é só para demostrar que mesmo com tantas outras pessoas, o meu sorriso ainda te encanta, e que o amor independente de qualquer coisa acontece em um lugar onde ninguém vê, apenas sente.
Lorrany de Sousa Gomes - 8ª Série B


Amor secreto
     Eu me chamo Amanda, moro na cidade de Natal desde pequena e já sofri várias decepções amorosas. Sempre estive em busca da minha alma gêmea, mas não foi fácil, ainda mais em escola nova. Antes do meu primeiro dia de aula, estava ansiosa para conhecer pessoas novas.
     Finalmente, o dia havia chegado, lá estava eu sozinha, sem amigos, me sentindo um peixe fora d'água, mas algo fez com que eu começasse a gostar daquele lugar. Assim que eu coloquei os olhos nele, fiquei totalmente encantada pelo seu olhar, seu sorriso, seu jeito... Ele se chamava Carlos, mas havia um problema, todas as garotas gostavam dele e eu não teria chances.
     A gente foi se aproximando, se conhecendo e então viramos melhores amigos. Ainda não contei que gosto dele, mas quem sabe um dia ele percebe ou eu tomo coragem de falar sobre esse amor que há dentro de mim.
Izadora Teixeira Vieira - 8ª Série B


Uma amor para recordar
     Certo dia, uma mulher encantadora estava caminhando por um jardim, até que um homem muito distraído, com fones de ouvido, esbarrou nela e a deixou cair. Ele ficou lá, frente a frente com Helena.
     Logo após, ele falou:
     - Me desculpe, qual é o seu nome?
     E ela respondeu:
     - Sem problemas, meu nome é Helena e o seu é Rodrigo  pelo o que eu percebi.
     - Nossa! Você é bem esperta, costumo andar com blusas com meu nome.
     Dali nasceu uma linda paixão. Se passaram dois anos, com encontros, conversas pelo telefone, etc. Eles resolveram namorar, passaram-se 5 anos de namoro, até que veio uma gravidez indesejada. Rodrigo e Helena ficaram surpresos.
     Com cinco meses de gravidez, Helena perdeu o bebê e ficou muito triste. Rodrigo nem se importou muito. Se passaram 2 semanas e Helena se suicidou... Rodrigo enlouqueceu, pois Helena era tudo para ele.
     Muitos anos se passaram e Rodrigo ali na varanda de sua casa, no seu balanço esperando sua morte chegar, com a esperança de se encontrar com sua amada no céu para ficarem juntos na eternidade da vida.
(Embora o texto tenha sido escrito em 3ª pessoa, contemplou a proposta)
Yonara M. Soares - 8ª Série C 


Amor, um enigma para mim
     Quando eu era criança, meus pais sempre contavam histórias de amor e príncipes encantados, mas ao crescer, comecei a perceber que não existia príncipes encantados, castelos e bruxa más, e que conviver com pessoas totalmente diferentes de você, é bem mais complicado. Todo mundo sonha com o dia em que irá encontrar a sua alma gêmea, que irá entendê-lo, completar, e vocês irão ser felizes para sempre, mas nunca é assim.
     Todo mundo já teve um romance, uma paixão nem que seja curta, mas às vezes aquela pessoa que você acha que nunca irá te decepcionar, é a que mais te machuca, e o príncipe vira sapo e o vilão da história. As poesias, as declarações de amor, tudo te faz perceber que era tudo mentira e o amor se torna ódio.
     E você se pergunta: será mesmo que existe esse tal de amor?, ou será só um sentimento momentâneo, que uma hora você ama e outra hora você odeia, e se existe, por quê? Ainda existem pessoas com a vida sentimental arruinada, ou mal amada. Se uma pessoa diz que nos ama, ela devia nos amar, mas pelo jeito, a única opção que nos resta é continuar sonhando com os contos de fadas, esperando um dia acontecer conosco.
Gabriella de Carvalho - 8ª Série C