Mensagem Poética

"Sê bom. Mas ao coração prudência e cautela ajunta. Quem todo de mel se unta, os ursos o lamberão" Mário Quintana



Olá! Meu nome é Andréia. O objetivo desse blog é publicar as redações dos meus alunos, bem como ser um espaço de interação e construção do conhecimento acerca da literatura e do mundo da escrita.

E-mail: amoportugueseespanhol@gmail.com

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Oficina de Poesias - Surrealismo

Porque precisamos renascer de nossa própria Essência....



O movimento surgiu no período entre a I Guerra Mundial e a II Guerra e preocupou-se com o mundo interior do ser humano que habita a área mais misteriosa do inconsciente. Arte influenciada pelos estudos de Freud, essa vanguarda valoriza as verdades oníricas. Para Freud, “o sonho é a realização disfarçada de um desejo reprimido”, sonhamos em forma de símbolos, porque até em sonhos somos reprimidos pelas leis da sociedade. Dessa forma, um sonho julgado sem sentido, pode revelar uma verdade interior guardada no fundo do inconsciente humano.

O Surrealismo é um ilogismo aparente  na medida em  que pretende revelar o que há de mais profundo no nosso inconsciente. Nessa oficina, os alunos foram motivados a pensar em seus sonhos e desejos futuros, muitas vezes reprimidos pela nossa sociedade preconceituosa e elitista.


Faróis e espelhos

Minha alma sempre sonhadora

Alçara voos altos
Minha mente que produzira luz um dia
Como farol na noite tempestuosa
Foi sendo aos poucos dilacerada
e aos poucos trocada...
trocada por espelhos.
Minha luz perdida no caminho da vida
Agora era somente um espelho
sem personalidade, sem alma...
somente refletindo o que lhe é imposto.

Greicy Kelly e Matheus Thierry  - 3ºA


Amor


Hoje cedo quando eu

acordei e não te vi, 
eu pensei em tanta coisa.
Como era isso, um
sonho perdido,
desejos reprimidos
como eu queria você aqui comigo!

Os seus olhos verdes

me olhando, sem coragem
fico pensando 
em dizer o quanto eu te amo.
Sinto um frio na barriga,
uma alegria ao te ver.
Mas tenho medo 
do meu amor não ser 
correspondido,
pois você, 
minha bela e
pequena Jéssica, 
saiba que
Eu te amo!

Sabrina Taraweell, Ana Caroline Nunes, Gabriel Henrique e Izabelle Karine - 3º B


Eu me perdia nos teus olhos escuros....

Desde que meu corpo encontrou o teu,
perdi a noção de onde acabava a ponta dos meus dedos
e onde começava a tua pele.
A respiração cada vez mais ofegante,
sentia como se tudo fosse aquilo
e sem aquele momento, não existia nada.
Tua pele clara e teu cabelo liso
me faziam esquecer que havia um mundo...
Meu âmago guardava um sentimento forte e proibido.
Então, no ponto mais caloroso de nosso toque, eu acordei...
e todo um mundo de desejos e felicidade morreu em mim
como um sonho que veio e com a mesma graciosidade se foi...

Gabriel Tornich - 3º C


Desespero Fictício


Eu corro, corro contra o tempo,

Corro contra o vento,
Corro pela vida
Para achar uma saída
Meus demônios vêm atrás de mim
Querem que eu chegue no meu fim.

Como fui parar ali?

Como vou sair daqui?
Não sei como cheguei aqui.
O fim da linha está chegando,
O desespero se aproximando.
Avisto um penhasco
Me sinto um carrasco
Terei que pular
Ou irão me atacar.
Precipícios abaixo
Me vejo desesperado.

De repente eu acordo

Num pulo, num salto
Não estou mais lá no alto.
Foi algo medonho
É estranho morrer no meio de um sonho.

Carlla, Gabriel, Taynara - 3º D


Casos não Resolvidos


Corre! Corre! Corre!

A respiração ofegante,
o suor gelado me
compõe.

Grande vazio escuro

O barulho das águas do mar,
me perturba.

O desespero e o medo

me invadem,
não sei do que fujo
nem do que tenho medo.

Um barulho alto

me chama de longe,
uma voz distante grita
meu nome.

Procuro! e abro os olhos,

e sorriu mais uma vez,

Sonhos são casos

não resolvidos entre eu,
e minha alma misteriosa.

Fernanda Rose, Gustavo, Andressa e Geovanna - 3º D







sábado, 28 de maio de 2016

Oficina de Poesias - Dadaísmo

A Arte que debocha da própria Arte ou a Arte da Irreverência......


       O Dadaísmo foi um movimento de vanguarda que  surgiu em 1916 durante a primeira guerra mundial, quando um grupo de refugiados se reuniu em Zurique para lançá-lo. Tendo a anarquia como princípio, tratou de negar o passado, o presente e o futuro e representou a total falta de perspectiva diante da realidade.  O Dadaísmo foi contra tudo que era lógico, importando-se com a sonoridade da palavra, mesmo que sem significado; ao mesmo tempo, esse nada devia representar um grito contra o capitalismo burguês e a guerra. O movimento dadaísta, enfim, é a arte que destrói a própria arte, um movimento de total irreverência. 
      Em seguida, algumas poesias feitas pelos alunos do 3º ano do Ced 01 dão uma ideia da vanguarda.


Pego um ônibus
Pela viagem vejo a paisagem,
olhando imagens deformadas
grandes e monstruosas.
Entrando no museu,
vemos o passado maravilhoso
mas também quadros rebuscados
que são chamados de arte
tem rabisco em todo lugar, muro...
tudo isso  é  do passado
 e abre portas para o futuro.

Giuliano e Lucas Crisley - 3º A

O silêncio

O silêncio dos inocentes que gritam sem nada dizer
Dizem tudo, só não dá para entender.
Entende quem quer, entende quem vê.
Quem finge que não vê, não consegue entender
Os inocentes que tudo dizem sem nada dizer....

Gracilene de Sousa - 3º B

Tudo passa, às vezes não passa
cabe a cada 1 decidir o que sentir
o que fazer e escolher
de maneira que sempre tenha
uma vida linda.
Saber viver com os degraus da vida.

Adriane, George, José Afonso, Regianeide - 3º C


Em casa sentada sem nada para fazer
Várias latas de tintas jogadas no chão
Uma parede em branco
Decidi então:
Joguei as tintas todas na parede.
Pronto: Uma arte de um milhão.

Hemerson M, Victor Martins, Vanderson, Jefferson M. - 3º D

Em linhas ____________

Em versos
Vou me expressando
Da forma mais bela
Mas em versos, preso me sinto, prefiro a liberdade das linhas do caderno..........
.................Prefiro ser ao menos um escritor livre!

Letícia de Freitas, João Victor Freitas, Daniel Menezes e Karla Raquel - 3º D







quinta-feira, 26 de maio de 2016

Crônicas e Contos para o Ensino Médio - Professora Marly




       A Crônica foi o gênero estudado no 1º bimestre de 2016. Exatamente por ter o cotidiano como principal fonte temática, revela aspectos da sociedade na qual se insere a situação narrada e nos faz refletir acerca do comportamento social  humano. A partir de uma notícia de jornal em que a modelo Kate Mass joga o computador do namorado na piscina, os alunos do 2º ano do Ced 01 foram motivados a escrever uma crônica, tendo como "pano de fundo" conflitos em relacionamentos amorosos. Já os alunos do 3º ano, após a leitura do conto psicológico "O gato preto" de Edgar Alan Poe, tiveram que reescrevê-lo a partir de uma outra perspectiva que poderia ser a do vizinho, a do gato ou a da esposa. Em seguida, temos alguns exemplos escritos por eles:

Confusão em alto mar - Crônica

        Essa semana fui selecionada para trabalhar em um cruzeiro que saiu do Rio de Janeiro, partindo para Salvador e depois destinando para outros lugares. Eu estava empolgada, pois era a primeira vez que eu ia exercer o meu trabalho em um navio. Acordei mais cedo que o normal e deixei meus filhos na Dona Maria, minha comadre, e passei logo as instruções para Pedro e Júlia, dei um beijo na testa deles, deixei um papel com o meu número. Como os funcionários não podiam se atrasar, me apressei e fui.
          Cheguei no horário. vesti meu uniforme, e fiquei esperando a ordem do chefe para começar os trabalhos. Os passageiros foram chegando e ocupando seus quartos, e logo cada um foi fazer o que gosta, alguns foram pra piscina, outros foram procurar a sala de cinema, e eu comecei a passar pelos quartos limpando. Quando entrei no quarto 401, vi que tinha um casal deitado e percebi que eles não haviam apertado o botão autorizando a limpeza, então me retirei antes que eles percebessem a minha presença. 
          Ao anoitecer, teria um baile e eu ia ter que ficar acordada até mais tarde. Estava tudo lindo. Vários já estavam servidos e satisfeitos, então aproveitei que estava tudo certo e fui até a área externa do salão, onde estavam vários hóspedes, inclusive o casal do 401. O rapaz estava sentado em uma espreguiçadeira e a moça ao lado tomando um drink. Percebi que havia lixo perto deles, logo fui recolher, e nesse pouco tempo pude notá-los entrando em uma discussão. Ela levantou jogando a taça no chão e ele levantou em seguida e segurou os braços dela e pediu que ela se acalmasse. Ela o empurrou e arremessou o computador dele na piscina e saiu furiosa. Eu fiquei assustada e fui perguntar pra ela se estava tudo bem, ela não me deu ouvidos, me ignorou e foi seguindo para o seu quarto. Ele viu tudo e me pediu desculpas, e me revelou que eles estavam em lua de mel. Ela teve crises de ciúmes porque viu mensagens da ex-namorada dele, que por acaso também estava no navio. Quando ela a viu disse que queria sair do navio. Eu disse que sentia muito. Em seguida ele pegou seu computador na água e foi para o quarto, eu catei restos de vidro no chão, coloquei no saco e fui para o salão novamente. A noite pra mim acabou maravilhosa, mas já não digo o mesmo para eles.

Emily Fontes - 2º B



De Namorados a desconhecidos - Crônica


      Essa era a semana do Capital Fashion Week e claro, o mundo da moda, tanto para os lindos modelos que desfilam, quanto para estilistas, diretores de redação e inclusive eu, que sou jornalista e repórter e fui escolhida entre tantos outros bons jornalistas da revista em que trabalho para cobrir o evento

      Na sexta-feira, cheguei para trabalhar e encontrei um bilhete do meu chefe que dizia: "Patrícia, assim que ler esse bilhete, vá até minha sala (assunto importante). Abraço, Sr. Moarcyr!". Amassei o papel, sentei e tomei um gole do café que estava em minha mesa, respirei fundo e levantei. No caminho da sala do chefe, me deparo com o João me perguntando se minhas coisas estavam prontas e logo depois deu um sorriso sarcástico. Juro que fiquei assustada, tremi, pensei em voltar para minha cadeira, mas mesmo  com medo e nervosa, fui.
      Dei três batidas na porta e entrei, sentei na cadeira em frente a sua enorme mesa de vidro, ele logo falou o assunto que eu tanto temia:
      - Patrícia, que bom que veio logo, vou ser direto.
      Olhei assustado para ele e respondi: 
      - Eu espero que seja mesmo, estou nervosa (com um sorriso de canto na boca)
      - Não fique nervosa, menina, bom, andei observando você todos esses dias e reparei que você está fazendo o seu serviço muito bem e que anda publicando uma matéria muito satisfatória, resolvi escolher você para cobrir o evento em Santa Catarina.
     Ele me entregou a passagem e um papel com o endereço do hotel que eu iria ficar e um envelope com dinheiro. Depois de me entregar tudo, ele disse:
      - Agora é só arrumar as malas e boa sorte. Ah! e o dinheiro é apenas para gastar com você, o resto está pago, inclusive o táxi.
      Apertei a mão dele, agradeci e saí da sala dele com um sorriso de orelha a orelha. Peguei minha bolsa e fui para casa arrumar as minhas malas. Com tudo pronto, peguei o táxi e fui para o aeroporto. No avião, comecei a ler tudo sobre o evento, os modelos que iam desfilar, os estilistas que iam estar presentes, até que peguei no sono. Quando acordei já estava em Santa Catarina.
      Peguei o táxi e ele me deixou no endereço que estava no papel, peguei as malas e fui até a recepção, dei minha identidade à moça. Quando olhei para o lado, mulheres altas, lindas, todas com salto e com roupas bem chamativas. Fiquei olhando e quando pensei em tirar a máquina fotográfica da bolsa, a mulher da recepção me chamou pelo nome, me entregou a minha identidade e disse:
      - Sra. Patrícia, o seu apartamento é o 1806 e fica no décimo oitavo andar. Os elevadores estão a sua direita e as escadas logo ao lado.
      Então, morrendo de curiosidade, resolvi perguntar:
      - Essas garotas são modelos?
      Ela me respondeu, educadamente:
      - Sim, Sra. Patrícia, são modelos do Capital Fashion Week e estão hospedadas no 1808 ao lado do seu apartamento.
      Vi a gerente olhar para ela e chamar a moça pelo nome, logo vi as duas discutirem sobre a ética do hotel e saí logo, antes que elas descobrissem que eu era jornalista.
      Subi até meu quarto, desfiz as malas  e estava pronta para o trabalho. Resolvi descer até a piscina, deitei em uma das espriguiçadeiras e estava lendo um livro, quando chega uma daquelas maravilhosas modelos com o namorado, e ele, assim como eu, deita com netbook no colo, ela resolve mergulhar. Depois de algumas braçadas, ela sai da piscina, se seca e deita em uma espreguiçadeira ao lado. Eles começam a conversar, e eu, fotografo cada gesto dos dois. Eles, então, começam a discutir, ela gesticulando muito, levanta e joga o netbook dele na piscina, ele questiona:
      - "Você está aqui para trabalhar assim como eu, não justifica você fazer isso". 
      Ela pega as coisas e sai, ele mergulha e tenta salvar o que restou. Eu, continuo a fotografar. Então, resolvo subir para me arrumar, até então, naquele evento, nada me interessou tanto quanto aquela discussão, foram fotos e mais fotos. O evento foi lindo, mas tinha me decidido: iria postar a matéria do netbook.
      Cheguei, então, em São Paulo e fui trabalhar para publicar a matéria. Bom, eu publiquei a matéria, fui promovida e desde aquele episódio minha vida só melhorou. Já eles....eles devem estar nas estatísticas de casais separados no Brasil.


Lorrany de Sousa - 2º B



O Gato Preto - Perspectiva do gato- Conto

          Eu tinha uma boa relação com meu dono. Ele estava sempre me acariciando e me tratava muito bem. Em um certo dia, ele começou a ficar estranho. Maldita bebida! Começou a surgir ódio no lugar do amor, e todos os seus animais sofriam, até eu. Não deu para entender como um cara tão amável, se transformara naquilo. Não demoraria muito para que algo acontecesse. Ele chegou em casa embriagado, eu não queria a presença dele, mas não pude impedir que ele me pegasse, foi aí que lhe mordi. Neste momento, senti uma fúria vinda dele. Quando vi o canivete, pensei -Agora é o meu fim-. Mas ele arrancou um dos meus olhos. Saí correndo de perto dele, com muita dor e um pouco zonzo. Eu ia me recuperando aos poucos, e sempre me afastava quando ele chegava. Minha aparência ficou horrível.
          Eu percebendo que a perversidade e raiva dele só aumentavam, fui me afastando. Porém, ele me pegou, amarrou uma corda em meu pescoço e pendurou-me numa árvore. Pude ver lágrimas em seus olhos, mas não sabia se eram de alegria ou de arrependimento. De uma coisa eu tinha certeza, isso não iria ficar barato.
          Ele não sabia que eu não era um gato comum, que eu poderia fazer muito, mesmo não estando vivo. Já era noite, quando comecei um incêndio em sua casa. Foi ótimo ver a cara de surpresa dele, quando na única parede que estava em pé, mostrava explicitamente a sombra de um gato sendo enforcado. Sim, era a minha sombra!
          Passaram-se meses, percebi que ele queria outro bichano. Foi então que vi minha chance de vingança. Entrei no corpo de outro gato, preto também, mas com uma mancha branca. Ele me viu na rua e começou a acariciar-me, o segui até sua casa. O corpo que agora era meu, também não tinha um dos olhos. Percebi que a esposa dele se apegou muito a mim, ela era uma ótima pessoa.
          Era noite, ele e a esposa estavam descendo as escadas para irem ao porão, foi quando ele tropeçou em mim. Como já era de se esperar, a raiva tomou conta dele, que rapidamente pegou um machado e tentou me acertar, porém desviei. O machado acertou a mulher, a pessoa que eu mais gostava naquele momento. Ela caiu no chão sem dar nenhum grito.
          Naquele momento, eu me escondi. Pude ver o desespero em seu rosto. Queria se livrar do corpo de algum modo. Foi quando ele viu uma parede em que os tijolos eram facilmente removidos. Abriu, então, um buraco na parede do porão, enquanto ele pegava o corpo, aproveitei para entrar e me esconder no buraco. Ele colocou o corpo da esposa lá dentro, fechou a parede e limpou tudo direitinho. Sentiu minha falta, mas não se preocupou muito.
          Passaram-se alguns dias, eu com fome e sede, escutei sons de sirene. Com certeza era a polícia. Fizeram perícia em toda a casa antes de virem para o porão. Meu dono parecia confiante que iria se safar dessa. Foi quando escutei algumas batidas na parede, dei um gemido seguido de um miado. Não demorou muito para que abrissem a parede. O corpo da mulher caiu no chão. Estava um cheiro horrível. Eu fiquei em cima do corpo por algum tempo, observando a aflição de meu dono, que não acreditava no que via. Pisquei para ele, e saí do local.


Eduardo Serra Rodrigues - 3º D


terça-feira, 24 de maio de 2016

Oficina de Poesias - Cubismo



       O Cubismo foi um movimento de vanguarda surgido primeiramente na pintura com as experiências de Pablo Picasso em 1907. Com influência africana, a arte valorizava as formas geométricas na tentativa do artista de decompor e recompor a realidade. Na literatura, iniciou com Apollinaire em 1880 e buscou aproximar as várias formas de arte (pintura, música, escultura), valorizando a imagem e dando significado aos espaços em branco e em preto. A poesia se transforma em escultura. Nessa oficina, os alunos aproximaram a poesia do desenho, compondo poemas que falam não só com o significado das palavras, mas também com a imagem que elas formam. O tema foi livre para que eles tivessem plena liberdade de jogar e brincar com as palavras. Vejamos alguns exemplos a seguir:




3º A

Manuely Vieira
Ana Katarina
Brunna Patielly
Bárbara Antunes
Lucas Benício





3º B
Ana Caroline Assis
Beatriz Correia
Jéssica Caetano
Lorena Nunes 





3º C
Gabriella Lúcio
Gabriel Homero
Kamila da Silva
Renato Almeida







segunda-feira, 23 de maio de 2016

Oficina de poesias - Expressionismo


O Grito do Sofrimento do Mundo....



       O Expressionismo foi um movimento que ao contrário do Futurismo preocupado em saudar a modernidade, pretendeu se preocupar mais com as dores do mundo. Surgiu em 1910 na Alemanha como reação ao Impressionismo e resultou em uma arte realizada de dentro para fora, expressando o mundo interior do ser humano, seus sentimentos mais profundos e dolorosos. Foi um movimento solidário à dor dos excluídos, dando ênfase mais à alma humana e menos ao progresso. Nesse sentido, questiona o conceito do que é considerado belo à medida em que coloca em evidência os defeitos mais terríveis da sociedade, tocando em nossa sensibilidade. Nessa oficina, os alunos tiveram que escrever um poema com tendências expressionistas, tendo como referência a influência africana na cultura brasileira. Vejamos alguns exemplos abaixo.



A dor do mundo
Cada canto do mundo sofrendo a sua maneira
Sentindo a dor de sua bandeira
Entre o que penso e o que está acontecendo no mundo
há um abismo profundo
que mostra a representação de valores singelos.
Fome, preconceito e desigualdade social
Problemas esquecidos num lugar tão atual
Drogas, guerras e terrorismo
Tudo aplicado numa espécie de abismo.
O mundo é como labirinto de problemas
que todos procuram uma solução sem dilema.
Idealizo uma sociedade diferente
onde todos possam ser respeitados igualmente.
Preconceito, pra quê?
Quem difere a cor é você!
Marcas importantes de uma cultura diferente
tratada por semelhantes como divergente,
porém sua importância se faz essencial,
pois o que seria de mim, sem as raízes de um povo tão especial?

Allana Loise, Beatriz Paula, Leonardo, Jonas Marques e Vanessa - 3º A

A dor da cultura brasileira
E o negro que carrega no enredo toda dor de olhar de segregação
Nas rodas das baianas giram toda a alegria preservada pela esperança
de um tempo sem dor.
No pé descalço da criança jogando bola dos calos de um sistema
que não lhe apoia.
E no sorriso do negro a alegria de ver seu filho crescer
sonhando em ser doutor.
E no almoço de domingo
a feijoada chama os olfatos
de quem um dia chorou sem alimento.
Nas costas curvadas do senhor que toca o berimbau
as lembranças de um trabalho explorado
e o sorriso de uma paz tão sonhada.
Negro só corre, quando não é para trabalho,
é da notícia.
Medo de retalho, medo da polícia.

Andressa Maria, Ícaro Lourenço, Estefânia Faria, Amanda Teixeira - 3º B


O Mundo
Dor é a palavra que define o mundo
Sofrimento é seu único sentimento
Esperança? É algo proibido
O importante é ter e nunca ser

Tentar se comover? Para quê?
O dinheiro não tem pena
Vamos sentir pena, mas nada fazer
Talvez dar uns trocados aquele pobre

Esse que veio invadindo, sujando, roubando
querendo ter oportunidade
Os vemos, os escutamos
Porém não enxergamos ou ouvimos

O dinheiro berra
Berra tão alto para que
possamos ouvir apenas nosso ego
já que dane-se o outro
Eu sou o centro do mundo

Amanda Gabriela, Matheus, Jefferson, Daniela Suzuki - 3º C

As vozes d'África acorrentadas pela senzala

No seio negro da mãe chora a criança
Onde o medo é dissipado
E no colo é amparado
esperando ainda haver uma esperança

A lágrima que escorre
É um grito sufocado
clamando por liberdade

Um sorriso escondido
de um fantasma do passado
Atrás de um desejo perdido
nunca conquistado

Com a assinatura no papel
O grito foi escutado.
E com a Princesa Isabel foi proclamado

Lara, Letícia, Taiane, Paloma - 3º D





quinta-feira, 19 de maio de 2016

Oficina de Poesia: Futurismo

Tempos Modernos também em nossas cabeças....
  
  
      Para estudar as Vanguardas Europeias, movimentos que surgiram no início do século XX como reação à I e II guerras mundiais e ao Capitalismo tecnológico, os alunos do 3º ano do Ced 01 do Guará participaram de cinco oficinas de poesia. A primeira foi sobre o Futurismo, movimento surgido em 1909  com a publicação do manifesto escrito por Fillipo Tommazo Marinetti, o qual representou a exaltação da vida moderna e a ruptura com tudo que fosse tradicional (a arte devia ser passageira). Nas aulas de Português, os alunos foram desafiados a escreverem poemas em uma linguagem que se aproximasse do movimento futurista, tendo como tema gerador a influência da cultura africana na cultura brasileira. A seguir, veremos alguns dos poemas elaborados.

É segunda-feira
E começa tudo novamente,
correria, estresse, liberdade...

A tão querida liberdade, seguida de tanta responsabilidade
Menos antigamente que só se consegue depois de uma certa idade
Telefones tocam inquietamente
e o que antigamente não era tão frequente...
Afinal, como se virava aquela gente?
todos os dias enfrentavam uma jornada diferente.
O meio mais eficaz era verbalmente 
O conto visual era indispensável
Hoje em dia, é quase anormal
Não sei conversar
Sei digitar, clicar, ligar
Ao final de cada dia, me torno um ser mais inconsequente
E assim vou vivendo uma vida alienadamente

Clécia Pereira, Ingrid Sousa, Ingrid Laila e Mariane 3º A


Vieram forçados, esse povo africano
Trouxeram cultura que permeia há anos.
Tocando Olodum, tocando alegria,
fazendo feliz quem vive na Bahia.
Com o samba no pé balança a mulher,
desfila na avenida e vem quem quiser.
Se bate a fome tem acarajé.
Passa na TV o povo de fé,
na beira da praia dançando Candomblé.
Na mão de um homem, o novo Iphone,
filmando e adorando Iemanjá em seu nome.
Cultura africana que veio para ficar.
Difícil não achar,
mas se não encontrar,
basta então pesquisar. 
A internet está aí para facilitar

Felipe Pereira, Matheus Matos e Bruna Rafaela - 3º B 

Vida Moderna

Um simples poema, difícil de falar
O quanto a sociedade ainda vai mudar
Todo dia que passa, nós vamos nos reinventar
Pois a tecnologia sempre vai acompanhar

Tecnologia simples de dizer 
Revolucionou o conceito de viver
Só controla quem tem habilidade
Veio nos trazer a modernidade.

Porém nem todos têm acesso
Aqueles africanos que não chegaram perto
mereciam sentir um gosto
de um automóvel novo.

Nunca viram nem se quer a cor
Nem escutavam o barulho daquele motor
Automóvel trouxe uma mobilidade.
Nunca se tinha movido com tanta velocidade.

Rafael Dutra e Victor Caldas - 3º C

O Grito de Liberdade

A escravidão acabou há tempos.
Tempos de luta e dor.
Momentos de crueldade sem pudor.
Mas, a questão é: terminou?

Celular, tecnologia, computador.
A violência ainda existe.
Só o local da senzala que mudou.
"A elite pira quando o morro aprende a ler"
Lá tem os negros que a burguesia tanto aprisionou.

Mas esse poema não é uma história de terror.
É para falar daquilo que o pobre conquistou.
Dignidade, seu lugar na Universidade.
A chance de um futuro promissor.

A informação é para todos.
Isso o branco não pode tirar.
Acabou o silêncio ensurdecedor.
Agora o negro tem voz para gritar.

A internet é uma cúmplice
para o negro se empoderar
"A nossa luta mudou
não aceitamos mais não ter lugar".

Ana Luísa, Crisley Maria e Gabriela Santos - 3º D