Mensagem Poética

"Sê bom. Mas ao coração prudência e cautela ajunta. Quem todo de mel se unta, os ursos o lamberão" Mário Quintana



Olá! Meu nome é Andréia. O objetivo desse blog é publicar as redações dos meus alunos, bem como ser um espaço de interação e construção do conhecimento acerca da literatura e do mundo da escrita.

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quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Redação - Cotas nas Universidades para negros e afrodescendentes


      Trabalhar o tema ainda polêmico em nossa sociedade com alunos de 8ª série e 8º ano foi um grande desafio e admito uma certa ousadia. Mas a ideia foi apenas iniciá-los em uma discussão importante e necessária para a vida escolar deles e também para a vida. Como era 4º bimestre, o tempo bem curto, resolvi não trabalhar nenhuma tipologia textual específica, pedi apenas que eles se posicionassem a respeito do tema. Antes, porém, tive o cuidado de levar para a sala de aula alguns textos com várias opiniões e argumentações e em grupos de 4 alunos, no máximo, eles tiveram que lê-los e separar apenas as vantagens e desvantagens da implantação das cotas, sem fazer nesse primeiro momento nenhum juízo de opinião. O trabalho teve como objetivo ajudá-los a conhecer a origem, os porquês e as conhecidas argumentações para que eles pudessem formar a sua opinião acerca do tema. Foi um trabalho de preparação para a redação avaliativa do bimestre. Uma pequena mostra do resultado é o que temos em seguida.
      Aos meus alunos preciso avisá-los de que o assunto não deve ser encerrado por aqui, um texto argumentativo deve ser resultado de muito estudo e pesquisa, nunca deve ser escrito apenas pelo que você acha. Continuem estudando o assunto e não só esse, mas fiquem atentos a todos os assuntos da atualidade. Vocês estão indo para o ensino médio e uma atitude investigativa será cobrada o tempo todo de vocês em todas as disciplinas. Procurem se posicionar, o meio termo em uma redação argumentativa também não é a melhor solução. Quanto ao debate em questão, é sempre bom lembrar que as cotas não foram criadas para discriminar tampouco para criar preconceitos, porque estes já existem na sociedade, estão dentro da gente e estão mascarados de todas as formas. Agora, existem vantagens e desvantagens em sua implantação e é a partir dessa realidade que deve ser feita a discussão. A problemática a resolver é a seguinte: funciona? ou não funciona? ameniza ou não ameniza as desigualdades raciais e/ou sociais?
      No mais, foi um prazer enorme trabalhar com vocês, são alunos inteligentes e muito capacitados, ainda darão bons frutos para a nossa escola. Continuem investindo em vocês mesmos. Um grande abraço para todos! 

Sistema de cotas para negros

      Pesquisas realizadas pela Universidade de Brasília comprovam o déficit de renda dos estudantes negros em relação aos demais estudantes. A partir daí notamos uma dificuldade clara que os negros não têm condições financeiras de pagar um ensino mais elevado e avançado. Na minha opinião, é praticamente óbvio de que essas cotas são uma ajuda significante para esses grupos de negros.
      O porquê de eu ser a favor: essa cota não garante ao negro o cargo que todos os universitários buscam naquele tal emprego, o estudante vai ter que se esforçar para isso, assim como todos os outros, a diferença é que ele disputa com alguém do seu nível. Ou seja, 46,6% dos candidatos da cor branca tiveram condições de bancar um estudo bem melhor e exigente durante toda a vida, enquanto o negro se esforçava com o que tinha.
      Outro ponto a destacar é o racismo com os grupos negros que obviamente tiveram seu emocional abalado com pensamentos de fracasso, inutilidade e incapacidade. Hoje esses grupos tem ajuda das cotas de mostrar que são capazes sim, de chegar onde antes só o branco com condição podia chegar.
      Também penso que essa maioria das pessoas que são contra, tem na verdade medo de perder um cargo bom, sabendo que os negro têm capacidade de alcançar aquele lugar desejado.
       É uma questão de lógica, respeito e ponto de vista de cada lado.

Natália Nascimento Ribeiro - 8ª Série A

Precisava existir o sistema de cotas raciais?

      A minha opinião sobre o sistema de cotas raciais é que, como qualquer outra coisa, tem pontos favoráveis e pontos desfavoráveis.
      Um dos pontos desfavoráveis é que, de certa forma, esse sistema, "discrimina" os negros, porque os negros são iguais ao resto das pessoas, e com esse sistema vemos que os negros diferem. Outro ponto ruim é que de certa forma, favorecem os negros porque a concorrência é bem menor.
      Entre os pontos favoráveis é que esse sistema ajuda os pobres porque agora o pobre tem a chance de ter ensino superior, coisa que era raro ver.
      Mas, na minha opinião, esse sistema não deveria existir, pela questão da sociedade, se queremos uma sociedade de igualdades, não podemos aceitar esse tipo de sistema de cotas.
      Sugiro às universidades que criem outro tipo de sistema que favoreça dessa vez os pobres, não os negros de uma forma geral para que se tenha uma sociedade melhor e mais igual.

Samuel Almeida Cabral - 8ª Série A

A Política de Cotas

      A política de cotas raciais é empregada em universidades brasileiras com o objetivo de incentivar os negros e afrodescendentes a cursar o ensino superior, já que são poucos os que possuem essa oportunidade.
      Não acredito que essa política é uma forma de diminuir o preconceito histórico entre negros e brancos, mas sim uma forma de aumentá-lo. Porque, vejamos, ela dá a entender que por uma pessoa ter herdado tal tipo de raça, consequentemente ela não possuirá mérito e inteligência o suficiente para cursar o ensino superior sem a "ajudinha do Estado".
      Qualquer estudante independente da classe social ou condição racial tem o direito de um ensino de qualidade, porém ele deve entrar por seu esforço pessoal.
      Concluo que a política de cotas é só mais uma forma de menosprezar os negros, pois eles possuem capacidade de se tornar um profissional excelente como qualquer outro branco, de maneira igualitária.

Vanessa Batista - 8ª Série A


Negros x Brancos

      Na minha opinião, não deveria ter cotas raciais, sou totalmente contra.
      Hoje, qualquer pessoa é capaz de passar em um vestibular, tanto pobre, quanto rico, tanto o negro, quanto o branco, tanto o que estudou em escola particular, tanto o que estudou em escola pública.             Todos somos capazes de estudar, se esforçar, se dedicar e passar em um faculdade. Às vezes, essa cota racial, parece até uma "discriminação", no meu ponto de vista parece que o negros não têm capacidade e por isso, fizeram as cotas. Eu sei que posso estar errada, mas eu não vou mudar meu jeito de pensar.
      Afinal, as cotas nada mais são que lugares reservados em faculdades a pessoa negra que concorre com um número de estudantes muito menor de quem não é negro ou pardo. Então, eu acho que cada um tem capacidade de passar no vestibular, cada um deveria passar por mérito próprio e não por cotas.

Marianna Lima - 8ª Série A

O problema das cotas

      Do que adianta reservar uma parte das vagas em universidades para negros em um país como o Brasil? Veja bem, se o governo investisse na educação como deveria, não existiria fome e muito menos cotas! Se estivesse realmente preocupados com a integração de negros em universidades; teriam começado um trabalho lá atrás.
       Pelo que percebi, estão tentando "varrer a sujeira para de baixo do tapete" com essa jogada.
      Diga não ao preconceito e não às cotas! Por um Brasil mais igualitário, pois não precisamos de pena e sim de respeito e educação de qualidade.

Carlos Renato da Silva - 8ª Série A

Cotas para Afrodescendentes

    Sou a favor das cotas para afrodescendentes porque como visto no primeiro texto, aproximadamente 60 % da população brasileira negra tem renda familiar inferior a 1500 reais. E muitas vezes o cidadão negro é obrigado a trabalhar para ajudar a família a se sustentar.
        Isso tira muito tempo do cidadão negro, tempo que ele poderia usar para seus estudos, e outro problema seria a baixa renda, que o impediria, por exemplo, de comprar materiais como livros.
         Devido a esses problemas, sem as cotas seria difícil para o cidadão negro competir com alguém que tenha uma boa renda familiar e com tempo de sobra para estudar. Por isso, sou a favor das cotas.

Athos Asano e Silva - 8ª Série A

Cotas Raciais

      Os negros correspondem a apenas 2%  do contingente de univiersitários, apesar de representarem 45% dos brasileiros. Tem gente que fala que essa medida implantada primeiramente nos Estados Unidos é fora do normal, pois um negro pode se sentir discriminado por ter garantido o espaço nas instituições de ensino superior.
      Eu concordo plenamente dos negros se sentirem discriminados, pelo fato dele não poder lutar, conseguir uma vaga pelo esforço dele, mas sim pela cor dele. Ele pode se sentir mal por pensarem que o negro não tem capacidade de conseguir o que os brancos conseguem por capacidade.
     Os brancos podem achar ruim, pelo fato deles terem que lutar enquanto os negros já estão garantidos, porque cor da pele não diferencia inteligência, todos temos que conquistar as coisas por mérito, merecimento.

Marcelle Taumaturgo Amorim - 8ª Série B

Cotas raciais: é a melhor opção?

      Atualmente, a política de cotas se tornou muito polêmica. Não há como negar que essa política ajuda pessoas menos favorecidas, mas não acho que seja a melhor forma de ingressar estas pessoas no ambiente acadêmico.
     Na minha opinião, as cotas não deveriam ser seguidas a critério racial, e sim econômico. Por exemplo, pessoas com renda inferior a dois salários mínimos receberiam o benefício. Acredito que as cotas raciais dão a ideia de que os negros não têm a mesma capacidade que os brancos na hora de prestar o vestibular, e isso pode até ser encarado como a pior forma de preconceito.
      Espero que as autoridades mudem a atual política de cotas e façam com que essas vagas sejam dadas a pessoas de baixa renda, que não podem pagar uma faculdade particular. Assim, as cotas poderiam ser utilizadas por pessoas de todas as raças, e aí sim teríamos no Brasil oportunidades iguais a todos os brasileiros.

Izadora Teixeira Vieira - 8ª Série B

Luta pelos Direitos

      Eu sou totalmente a favor que o número de cotas para afrodescendentes e negros aumente mesmo.
    Desde muitos anos, nosso país vem sofrendo com o racismo e a desigualdade entre negros e brancos e entre classes sociais. Penso que a cor ou a raça não modifica o caráter do indivíduo, porém essa realidade vem se destacando agora.
     Agora nossa população principalmente de jovens vem despertando a responsabilidade de lutar pelos nossos direitos. O preconceito, o racismo e a desigualdade ainda são muito comuns em nossa população brasileira, embora não seja normal.
     Mas creio que o nosso país ainda vai ter muito sucesso nessa questão. Ainda irei ver as universidades do Brasil cheias de pessoas capazes independentes de cor e raça. Os jovens correm atrás de um país melhor e cheio de profissionais de qualidade.

Brenda Teixeira Braga - 8ª Série C

Cotas Raciais

      Nos dias de hoje, ainda há muito preconceito por todas as partes e em algumas universidades.
      O sistema de cotas foi criado para beneficiar negros e pardos nas universidades. É obrigatório hoje em dia que as universidades acolham essa lei, mas muitas universidades não adotam isso. 
    Dentro de algumas universidades que adotaram ainda existe preconceito, por exemplo: a cada 100% de vagas, somente 20% são para negros e afrodescendentes. O Legislativo e o Judiciário também não adotam essa lei.
     Sou a favor pelo fato de ajudá-los, mas ainda há muito racismo por dentro disso. Para mim, os direitos devem ser iguais para todos, não importa a cor nem a origem.

Samuel Barreto Sampaio - 8ª Série C

Cotas: mais uma forma de esconder um problema

      O assunto cotas é bastante difícil de se falar, mas se pararmos para pensar, essa não é a melhor forma de se dar oportunidade aos negros e pardos, o que na minha opinião só aumenta o preconceito e também afasta mais ainda o negro do branco, fazendo com que vejamos como precisamos de uma reforma no sistema educacional.
      E também é só uma forma de fingir integrar o negro e desfavorecer o mérito pessoal e educacional dos candidatos de forma que pode haver fraude na inserção dos candidatos que não sejam negros e pardos.
      Não adianta ter as cotas e não haver o interesse por parte dos negros e pardos enquanto houver mais dos brancos, tem que haver o esforço e o interesse se não essas vagas podem ficar vazias sem os negros para preenchê-las. Claro que por outro lado, seria de certa forma um jeito de amenizar a carência dos negros e pardos que sempre enfrentaram dificuldades para ingressar e permanecer na universidade. Mas essa não é a solução para esse problema, penso que sim mais uma forma de se esconder e aparentar que o problema está solucionado.

Larissa Cristine - 8ª Série C

Não ao racismo

      O sistema de cotas para os negros, na minha opinião, é racismo, será que só por que são negros devem ser tratados inferiormente?
      Acho que se existe esse sistema, ele deve ser para beneficiar famílias de baixa renda, assim o programa seria mais justo e mais efetivo.
      Na minha maneira de ver, o sistema de cotas é injusto, pois diminui as vagas para as pessoas que se esforçam e gastam muito tempo estudando.
      As cotas não deviam existir apenas para negros, mas sim para pessoas de baixa renda, assim tratando todos da mesma maneira sem uma falsa inclusão social dos negros.

Guilherme Henrique Corcino da Silva - 8º ano C

Justiça ou Racismo?

      Não sou contra e nem a favor do sistema de cotas. Na minha opinião, assim como ele favorece os negros, ele também prejudica.
      O sistema de cotas assim como ele beneficia os negros, ele também prejudica porque para mim, há um certo preconceito por trás disso tudo.
      E também existem pessoas que usam isso para se beneficiar, porque se esse indivíduo se declara negro, ele não precisa concorrer com os outros inscritos no concurso, ele concorre só com quem se declara negro, mas claro que existe todo um processo, mas mesmo assim tem como tirar vantagem da situação.
      Não deveria existir o sistema de cotas, porque assim como ele beneficia, ele também prejudica, só mostra o quanto há preconceito em nossa sociedade.
      Hoje em dia, vivemos em uma sociedade onde os negros não podem ter as mesmas coisas que os brancos, é como se eles separassem a gente.

Mikael Gomes Ferreira - 8º ano C

Providência ou Preconceito?

      Todos nós, hoje em dia, somos integrados em uma sociedade sistemática e um assunto que gera bastante polêmica na hora de criar projetos é a discussão de raça. Antigamente, se tinha um mundo altamente preconceituoso, porém atualmente o preconceito é bem combatido. Por razão do mesmo, a lei de cotas tem sido discutida frequentemente.
      Em particular, não acho a atitude mais apropriada a ser tomada, pois esse sistema implica mais oposições que apoios, porém tem seus benefícios. Talvez seria mais prudente anular esse projeto e fazer um estudo sobre a questão mais a fundo para tomar uma providência mais eficaz, ou melhor, onde as pessoas apoiem.
      Por fim, tendo exposto minha opinião, em relação a isso, concluo que é necessário que todos tenham consciência de que apesar e independente das diferenças de raça, religião, estilo etc somos todos seres humanos, tais que temos formas diferentes de nos expressarmos e temos capacidades ímpares, e o mais importante, além de precisarmos um do outro, somos iguais mesmo tendo nosso toque de identidade.

Giovana Aguiar Duarte - 8º ano C 





terça-feira, 18 de novembro de 2014

PAS completa 18 anos: três gerações falam o que pensam sobre o certame - Cidades DF - Correio Braziliense


Queridos alunos,

Vocês que estão indo para o Ensino Médio, não deixem de ler essa matéria. Não deixem de se inscreverem para o programa do PAS, ele é mais uma oportunidade importante que não deve ser desperdiçada para o ingresso na Universidade de Brasília. Vale a pena!!!!

PAS completa 18 anos: três gerações falam o que pensam sobre o certame - Cidades DF - Correio Braziliense

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Crônica a partir de uma notícia de jornal

Olhos Abertos


       Hoje em dia, é necessário se manter atento e ser forte em personalidade. Muitos jovens têm se deixado influenciar pelos maus dias.
      Num dia de pesquisas aleatórias, pôde-se comprovar que a maioria dos jovens se sentem oprimidos, porém continuam persistindo em vencer a corrupção e a injustiça presentes em nossos dias. Acho importante essa atitude de resistência.
      Certa vez, em uma manifestação, em meio a jovens vândalos, um jovem sábio se posicionou a frente dos demais diante das autoridades, para resolver o problema do qual resultava aquela manifestação, e com tamanho conhecimento sobre o assunto, conseguiu um resultado muito mais significativo do que os outros.
       Enfim, é preciso ter conhecimento sobre nossa atmosfera social, pulso firme e olhos abertos para agir corretamente em cada detalhe.

Giovanna Aguiar Duarte - 8º ano C

Parabéns! Giovanna. Continue a resistir às forças que impulsionam os jovens para baixo. Seja sempre um exemplo diferente no meio em que vive.



Vejam a notícia que gerou a crônica escolhida!

         A juventude em um país como o nosso onde diversos jovens são compelidos à estagnação, são enganados traindo seu potencial revolucionário, deve ter claras as particularidades dessa mesma juventude,  deve, portanto, confiar no seu potencial, ser capaz de elaborar a sua própria tática e sobreviver frente a tantos desafios questionando a sociedade, o uso de bens e costumes, as desigualdades e injustiças.
        A juventude herdou, sobretudo, o caráter estruturante de utopias sociais e políticas, desde os movimentos pró-democracia da década de 70, demonstrando todo seu engajamento político e social.
       Essa juventude, em um país onde os exemplos de luta da história foram meticulosamente apagados pela classe dominante, deve ser uma juventude combativa
       Nos anos 80, diante de uma maior liberdade política, assume o seu protagonismo nos movimentos culturais, sociais e em prol da ampliação da sua cidadania. Assim, se percebe o quanto se faz necessária a criação de um espaço no qual o jovem possa ter participação na construção de ações e de políticas públicas que visem ao seu desenvolvimento social.
        Os jovens buscam maior participação, mesmo sofrendo a influência da sociedade de consumo e globalizada, seja através de fóruns na Internet ou em ações locais, nas suas comunidades ou em seus bairros. Nossa juventude é generosa e solidária. Dispõe-se a trabalhos voluntários e campanhas quando há liderança e motivação. É, também, extremamente tolerante. Tolera pais e familiares bêbados, convive com diversos vícios, maus hábitos, infidelidades conjugais.
        O que por um lado é positivo, pois revela sua capacidade de conviver com realidades múltiplas e contraditórias. E o lado negativo é que torna a convivência extremamente desgastante, chegando ao ponto do comodismo, da apatia e da indiferença e uma juventude apática é o que os conservadores mais desejam  num jovem.

(Fonte: Internet)

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Projeto Literatura Juvenil

Atenção, meninos! 


     A leitura de obras literárias é muito importante, não só para o desenvolvimento do aluno na área de língua portuguesa como também no desenvolvimento do ser humano. Quem lê, pensa mais rápido, possui uma boa bagagem de conhecimento nas diversas áreas, desenvolve a criatividade, a imaginação e o senso crítico. Torna-se uma pessoa mais sensível e atua de forma diferenciada no mundo. 
     Portanto, no 3º bimestre iremos avançar para a leitura de uma obra literária. A avaliação será uma prova de interpretação valendo 2,0 pontos, será sobre as seguintes obras:





  • O Pequeno Príncipe - Antoine de Saint-Exupéry  -  (8º ano )
     Publicado em 1943 a obra é um romance francês, fruto da vivência do próprio autor. Ele viajou por muitos lugares e conheceu muitas pessoas e culturas e quis registrar de forma simbólica o que aprendeu com as pessoas a partir do relacionamento delas com o mundo. É uma obra que questiona o sentido da vida. As ilustrações foram feitas pelo próprio autor e juntamente com o texto nos fazem refletir sobre a relação entre o mundo adulto e o mundo da criança. À criança, ele alerta para os perigos da vida adulta; ao adulto, ele nos faz voltar à infância para resgatarmos valores como: amor, amizade, criatividade, autoestima, coragem, responsabilidade e compromisso. Vale a pena viajar com esse principezinho que nos faz voar pelo mundo da imaginação, e através de suas fantasias nos faz enxergar melhor a verdade. 



Quem não conseguir comprar ou pedir emprestado, a obra está disponível na internet. Basta entrar no endereço abaixo.


http://www.biblioteca.radiobomespirito.com/o_pequeno_principe.pdf






  • As aventuras de Tom Sawyer  -  Mark Twain  -  (8ª série/9º ano)
      É uma obra clássica da literatura norte-americana que é construída a partir do humor, do mistério e de muita ação. Conta a história de um menino órfão que vivia em uma cidadezinha às margens do rio Mississípi nos EUA, sempre em conflito com a tia, o irmão e os colegas da escola. Malandro e esperto inventa mil travessuras e vive as mais divertidas e belas confusões. É a primeira obra do autor que a escreve a partir de sua própria experiência de vida. Aborda a transição entre a infância e a vida adulta e através das aventuras aparentemente ingênuas e infantis dos personagens, nos mostra com sabedoria os reais conflitos de nossa sociedade. Embarquemos nessas aventuras com Tom Sawyer e seus amigos, vale muito a pena!



Quem não conseguir comprar ou pedir emprestado, a obra está disponível na internet. Basta entrar no endereço abaixo.

https://docs.google.com/file/d/0B60refihXe2cMzJvWGVvUUROV1E/edit


quinta-feira, 3 de julho de 2014

Memórias Literárias - Rememorando a Infância II

     Memórias literárias fazem parte de um gênero narrativo cujo objetivo do texto é rememorar fatos da vida do autor. Apesar de contar fatos verídicos ou ser baseado em fatos reais, não pode ser confundido com uma biografia, pois não se resume em contar a vida de alguém, mas narrar as suas lembranças. É escrito, claro, em primeira pessoa e o narrador personagem lembra dos fatos de uma forma afetiva e figurada.
     O desafio lançado para os alunos do 8º ano C do Ced 01 do Guará foi narrar fatos importantes de sua infância.
     O resultado foi maravilhoso, todos os textos procuraram narrar fatos importantes e marcantes da infância. Gostaria de ter digitado todos eles, mas o tempo limitado não permitiu. Assim, escolhi algumas, certa de que não fui totalmente justa. Todavia, vale a pena prestigiar as seguintes redações. Emocionante!!!!


Meu presente para o mundo
     Meus pais sempre despertaram em mim a vontade de saber de tudo, de tudo mesmo, sabe?! Desde as coisas mais óbvias até as mais sem nexo e eu sempre ouvia: "tudo o que você precisa está nos livros".
     Fui até à biblioteca com meu pai e um livro de capa azul roubou minha atenção. Levei "Meu presente para o mundo". O livro em si não me interessou muito, mas fiquei intrigada com o título, era como se fosse uma missão na minha vida. Acho que todos devem algo ao mundo. Bom, não ao mundo mesmo, mas sim à sociedade.
     Após um tempo procurando alguém que já tivesse dado, cumprido sua "missão", pensei em desistir, não obtive nenhuma resposta que suprisse meu pensamento, sentei na mesa da sala. Meu avô se juntou a mim e perguntou o porquê deu estar cabisbaixa, respondi que estava frustrada por não ser útil até nisso e me surpreendi quando ele me disse: "Você é incrível, neguinha, você pode até não poder plantar árvores ou construir casas no Haiti, mas com certeza irá surpreender o mundo com suas curiosas descobertas".
Bruna Bernardes - 8º ano C


O melhor giro da infância
     Há várias emoções quando se rodopia na ponta do pé, variadas sensações quando aplaudida em pé. Aquele tempo era mesmo maravilhoso, corríamos livremente, saltitantes, expressando somente  alegria. De manhã cedinho, escutava aqueles cantos lindos dos mais variados pássaros. Apreciando a beleza matinal, seguia para a aula de ballet.
     Vestia um maiô cor-de-rosa, uma sainha e sapatilhas nude, me alongava e esperava as ordens da professora querida. Girávamos na pontinha do pé, fazíamos "plié" e "gran-plié", saltávamos delicadamente e dávamos pulinhos graciosos. Alegria, leveza , despreocupação e ballet, era tudo o que me importava.
     Todo o tempo dedicado ao sonho de ser bailarina foi desfeito por um breve acidente, que me acompanha juntamente com a tristeza até os dias atuais. Infelizmente nos dias de hoje, cabe a mim relevar esse acontecimento e lidar com a responsabilidade de prosseguir.
Giovana Aguiar Duarte - 8º ano C


Minha história
     É bem difícil para eu falar sobre a minha história, porque eu morei na rua por seis anos, e de lá eu fui morar no abrigo.
     Conheci muitas outras crianças, aprendi que muitas pessoas têm uma dificuldade, conheci pessoas que sempre cuidaram de mim.
     Eu mesma que morei 3 anos no abrigo, sempre me emociono a falar da minha irmã Maria Clara, que faz muitos anos que eu não a vejo, e eu sinto muitas saudades. Todos os meus amigos e eu vivíamos subindo em pés de manga, praticamente sempre estávamos comendo, e era muito divertido.
     Fui adotada em 11 de janeiro de 2010 pela minha mãe Maria de Lourdes, já faz quatro anos que eu moro com ela.
     Minha família é muito importante para mim, eu os amo muito, tenho dois cachorrinhos. Quando um morreu aos seis anos em 2012 foi um sofrimento, mas ganhamos outro, que nos faz feliz.
     Tive muitas aventuras na minha vida, eu estou contando todas elas no livro que eu estou escrevendo, vou querer trabalhar em várias profissões, eu quero seguir a minha vida.
Ingrid de Carvalho - 8º ano C

A minha infância
     Quando eu era menor, gostava de brincar mais na rua: jogar bola, soltar pipa, jogar bilocas e etc... porém hoje em dia ainda vou jogar bola e outras coisas como andar de skate. Eu nunca esqueço da minha primeira manobra no skate.. que foi um salto chamado ollie, porém hoje em dia já evoluí bastante, conheci novas pessoas e etc.
     Entre muitas coisas da infância, nunca esqueceremos das coisas ruins, lembro quando caí de bicicleta, me ralei todo e além disso quebrei o braço, doeu muito.
     Lembro também quando perdi a primeira pipa que eu consegui empinar, fiquei muito triste, pois ela era uma pipa bem colorida com o super-herói que eu gostava, o homem aranha, mas depois fui aprendendo que essas coisas eram normais.
     Hoje, estou crescendo e aprendendo que errar é humano, pois hoje estou aqui e lembro muito bem de cada detalhe da minha infância etc.
Daniel Amorim Rabelo - 8º ano C


Minha infância
     Infância, todo mundo tem. Minha infância como não posso esquecer, todos os dias saía para brincar de carrinho com os colegas. Infância é uma época mágica. Lembro que todos os dias acordava cedo para assistir aos desenhos. Depois tomava aquele delicioso leite achocolatado com biscoito. Lembro que saía com os meus primos de bicicleta pela rua e só de tarde voltava, não me preocupava com nada.
     Minha infância simplesmente foi mágica, não tinha que me preocupar com nada, naquele tempo a vida parecia perfeita, passava as tardes jogando bola ou brincando de carrinho. Tardes perfeitas. Queria voltar no tempo e viver aquilo de novo.
     Mas enfim, o tempo passa, a vida anda e percebo que aquilo só foi uma fase. Eu amei a minha infância.
Gabriel Vítor Carvalho - 8º ano C

Conto - Tema: Amor - Condição para realização pessoal ou aprisionamento da alma?

     Conto é um texto literário que consiste em ser uma narrativa curta, cujo tempo dos fatos narrados é um pouco mais longo que o tempo de uma crônica. A constituição das personagens costuma também ser mais complexa, com descrições não só físicas como psicológicas. É um texto de ficção e como todo texto narrativo possui narrador, personagens, ponto de vista, conflito, clímax e desfecho. 
     A proposta de redação para os alunos do 9º ano do Ced 01 do Guará foi escrever um conto em primeira pessoa narrando a história de uma personagem solitária que vive um conflito psicológico diante das incertezas sobre o que é realmente o amor, narrando suas lembranças e histórias passadas e relacionando-as com o tempo presente da personagem narradora. O resultado desse trabalho você pode conferir numa pequena amostra, lendo os textos seguintes.



O que seria o amor?
     Era uma tarde ensolarada, eu a observava da janela, lá estava com seu livro sentada na calçada da minha humilde casa, lia "O que é o amor?" de Vinícius Andrade. Parei e me perguntei: "o que é o amor?", taí uma grande pergunta.
     Entrei para o meu quarto e fiquei a imaginar o que seria esse tal de amor que nos transforma, nos dá segurança e ao mesmo tempo, nos insegura... Será que já senti esse amor? Acho que não, porém confesso que já senti aquele frio na barriga. Percebi que era tarde da noite e adormeci.
     No dia seguinte, aquela menina estava novamente na minha calçada, lendo o mesmo livro e a ideia do que seria o amor novamente no meu pensamento.
     Sim, já amei alguém um dia, mas para essa pessoa o amor é algo banal... talvez tenha mudado meu conceito sobre o amor por ter passado por essa situação, mas se perguntarem "o que é o amor?", reponderei: Realização Pessoal.
Vanessa Batista M. da Silva - 8ª Série A


Uma personagem qualquer
     Uma noite fria e nublada, estava em meu quarto, tentando me lembrar da última vez que alguém me chamou para fazer algo. Meus dias têm sido todos iguais, secos e solitários. Passo a maior parte do meu tempo lendo, substituindo amigos por livros, às vezes eles me entendem. Na verdade, prefiro ser sozinha, não ter amigos, do que ser rodeada de gente falsa, que finge gostar de mim.
     Outro dia, me lembrei de quando era pequena, devia ter uns 4 anos de idade, tinha uma amiga do maternal, fazíamos tudo juntas, até ela se mudar para outro país. Fiquei arrasada e até hoje me pergunto se irei encontrá-la novamente.
     Ao contrário de muitas garotas só tive um amor a vida inteira, o mesmo até hoje, o mesmo durante anos. João, filho do amigo de escritório do meu pai. Penso eu que ele não saiba do meu sentimento por ele, ou saiba.
     Meus pensamentos são diversos e confusos, não daria para contá-los aqui. Afinal, esqueci de me apresentar. Sou essa garota que você imaginou desse mesmo jeitinho, foi um prazer!
Nicoly Alves Soares - 8ª Série A


O amor sem palavras
     Já faz um bom tempo em que eu me pergunto: o que é o amor? O amor não é como nos filmes e eu me pergunto se realmente alguém poderia me amar de verdade.
     Já faz algum tempo em que eu estou recebendo cartas no meu armário. Lembro-me da primeira vez que recebi essas cartas, achei que era brincadeira de mal gosto. Mas não. O único problema é que o autor dessas cartas é mudo. Como alguém sem voz poderia se declarar? Como poderia me amar? E foi aí que lembrei de um livro que eu li, dizia que o amor não tem palavras, mas a mocinha do livro nunca estava satisfeita com esse amor. Então, por que eu ficaria?
     Hoje eu iria me encontrar pela primeira vez com o Yuri, o autor das cartas. Não faço a mínima ideia de como iríamos conversar, já que ele não fala. Até que Yuri chegou com folhas e canetas em mãos. Nos cumprimentamos com abraço e conversamos através de papéis. E devo admitir que ele é um total cavalheiro.
Yuri se levantou e fez três sinais com as mãos, logo perguntei o que significa e ele me escreveu que representa "Eu te amo" em libras.
     Não acho que exista uma declaração mais bela do que essa, sem palavras, mas com atitudes. Mesmo com meus medos, inseguranças e decepções sobre o amor, resolvi dá uma chance a ele. Até por que agora aprendi que o amor mais que uma palavra é a fonte de que todo ser humano, mudo ou cego, magro ou gordo, necessita.
Natália Nascimento Ribeiro - 8ª Série A



O que é o amor afinal?
     Talvez seja uma forma de demonstrar carinho e afeto por alguém. Através de um beijo? É bom. Mas quem sabe palavras de conforto, ou uma risada enquanto a lágrima escorre, também não seja uma forma de demostrar esse sentimento.
     Outro dia revirando a minha caixa de entrada, revi um e-mail que tinha te mandado, mas que infelizmente não teve resposta, passei horas e horas lendo aquele e-mail, enquanto uma lágrima escorria em meu rosto, talvez fosse saudade, senti que meu coração acelerou. Por que tinha que acabar, uma história de amor tão linda assim?
     Quem sabe você também não sentiu saudade? Mas tem outra pessoa agora fazendo tudo isso por mim.
     Hoje sei que sempre existirão outros lugares, outras coisas, outras pessoas, mas deixarei você viver tudo isso e ainda assim preferir a mim. Não existe "para sempre", isso é só para demostrar que mesmo com tantas outras pessoas, o meu sorriso ainda te encanta, e que o amor independente de qualquer coisa acontece em um lugar onde ninguém vê, apenas sente.
Lorrany de Sousa Gomes - 8ª Série B


Amor secreto
     Eu me chamo Amanda, moro na cidade de Natal desde pequena e já sofri várias decepções amorosas. Sempre estive em busca da minha alma gêmea, mas não foi fácil, ainda mais em escola nova. Antes do meu primeiro dia de aula, estava ansiosa para conhecer pessoas novas.
     Finalmente, o dia havia chegado, lá estava eu sozinha, sem amigos, me sentindo um peixe fora d'água, mas algo fez com que eu começasse a gostar daquele lugar. Assim que eu coloquei os olhos nele, fiquei totalmente encantada pelo seu olhar, seu sorriso, seu jeito... Ele se chamava Carlos, mas havia um problema, todas as garotas gostavam dele e eu não teria chances.
     A gente foi se aproximando, se conhecendo e então viramos melhores amigos. Ainda não contei que gosto dele, mas quem sabe um dia ele percebe ou eu tomo coragem de falar sobre esse amor que há dentro de mim.
Izadora Teixeira Vieira - 8ª Série B


Uma amor para recordar
     Certo dia, uma mulher encantadora estava caminhando por um jardim, até que um homem muito distraído, com fones de ouvido, esbarrou nela e a deixou cair. Ele ficou lá, frente a frente com Helena.
     Logo após, ele falou:
     - Me desculpe, qual é o seu nome?
     E ela respondeu:
     - Sem problemas, meu nome é Helena e o seu é Rodrigo  pelo o que eu percebi.
     - Nossa! Você é bem esperta, costumo andar com blusas com meu nome.
     Dali nasceu uma linda paixão. Se passaram dois anos, com encontros, conversas pelo telefone, etc. Eles resolveram namorar, passaram-se 5 anos de namoro, até que veio uma gravidez indesejada. Rodrigo e Helena ficaram surpresos.
     Com cinco meses de gravidez, Helena perdeu o bebê e ficou muito triste. Rodrigo nem se importou muito. Se passaram 2 semanas e Helena se suicidou... Rodrigo enlouqueceu, pois Helena era tudo para ele.
     Muitos anos se passaram e Rodrigo ali na varanda de sua casa, no seu balanço esperando sua morte chegar, com a esperança de se encontrar com sua amada no céu para ficarem juntos na eternidade da vida.
(Embora o texto tenha sido escrito em 3ª pessoa, contemplou a proposta)
Yonara M. Soares - 8ª Série C 


Amor, um enigma para mim
     Quando eu era criança, meus pais sempre contavam histórias de amor e príncipes encantados, mas ao crescer, comecei a perceber que não existia príncipes encantados, castelos e bruxa más, e que conviver com pessoas totalmente diferentes de você, é bem mais complicado. Todo mundo sonha com o dia em que irá encontrar a sua alma gêmea, que irá entendê-lo, completar, e vocês irão ser felizes para sempre, mas nunca é assim.
     Todo mundo já teve um romance, uma paixão nem que seja curta, mas às vezes aquela pessoa que você acha que nunca irá te decepcionar, é a que mais te machuca, e o príncipe vira sapo e o vilão da história. As poesias, as declarações de amor, tudo te faz perceber que era tudo mentira e o amor se torna ódio.
     E você se pergunta: será mesmo que existe esse tal de amor?, ou será só um sentimento momentâneo, que uma hora você ama e outra hora você odeia, e se existe, por quê? Ainda existem pessoas com a vida sentimental arruinada, ou mal amada. Se uma pessoa diz que nos ama, ela devia nos amar, mas pelo jeito, a única opção que nos resta é continuar sonhando com os contos de fadas, esperando um dia acontecer conosco.
Gabriella de Carvalho - 8ª Série C

terça-feira, 15 de abril de 2014

Artigo de Opinião II

O Artigo de Opinião é um texto argumentativo, o objetivo dele é expor e defender o posicionamento do seu autor de maneira clara acerca de algum tema da atualidade. Apesar de dissertativo, pode ser escrito em primeira pessoa, uma vez que é escrito de maneira pessoal. É muito comum em jornais e revistas e muitas vezes parte de uma matéria referencial. No caso dos alunos das 8ª Séries do Ced 01 do Guará, seus textos partiram de uma matéria publicada pelo Globo Repórter sobre Anorexia e Bulimia. A tarefa dos alunos era comentar a matéria a partir da questão: de que forma a cultura da moda influencia o comportamento das pessoas? Abaixo vos apresento a matéria provocativa e algumas redações.

Imagem Distorcida
Na adolescência, o descontentamento com o próprio corpo passa a ocupar o universo de meninos e meninas. E a ditadura da estética agrava a obsessão. Por todo lado, fórmulas milagrosas. Como se enquadrar em um padrão de beleza que passa longe dos mais gordinhos? Pode estar começando aí uma batalha dolorosa.
Os números da insatisfação surpreendem. Uma pesquisa que ouviu mais de três mil adolescentes revela: três entre quatro jovens queriam um corpo diferente.
“A insatisfação leva a um padrão alimentar anormal, que traz sofrimentos para o corpo, doenças físicas que afetam diversos sistemas, como o cardíaco e o renal. Dessas dietas ditas normais, 35% evoluem para dietas patológicas. Então, daqui a 20 anos, vamos ter 75% de adultos doentes fisicamente também”, explica a psiquiatra Paula Melin
Vanessa Dellapruta de 19 anos tem o sonho que povoa a cabeça de milhões de adolescentes: quer ser modelo de passarela. A altura, 1,73 metro, não seria problema. A questão é a briga com a balança, que começou aos 10 anos. Com 1,55 metro, Vanessa chegou a pesar 70 quilos. Pelo menos dez acima do considerado normal para a altura. Ela cansou de ouvir piadas na escola. A comparação com a irmã era inevitável.
“A irmã era meio que um ídolo para ela. Na família, as pessoas diziam que ela estava gordinha e ela ouvia as pessoas falarem que ela deveria ficar como a irmã, que era magra. Diziam que ela estava gorda e ela dizia: ‘Eu quero ser aceita’”, conta a mãe de Vanessa, Elyan Dellapruta.
Para emagrecer e ser aceita, Vanessa radicalizou: reduziu a alimentação a 250 gramas de queijo branco por dia. Resultado: 32 quilos e um quadro de anorexia nervosa.
“Quando me olhava no espelho, eu achava que estava muito magra, que estava muito feia, mas eu tinha medo de engordar”, diz Vanessa.
Nos últimos nove anos, Vanessa conheceu o pior lado dessa obsessão pela magreza: quatro internações para cuidar da anorexia e de outros transtornos que surgiram. Ela se tornou compulsiva.
“Teve uma época que eu cheguei a fazer sete horas de exercício por dia”, lembra.
E os longos períodos de jejum também despertaram um desejo descontrolado por comida.
“Eu cheguei a comer uns 15 pacotes de biscoito de cada vez”, diz Vanessa.
Ela só exagerava porque em seguida vomitava tudo, acreditando que assim não iria engordar. Era a bulimia, um vômito provocado. A doença não ajuda a emagrecer. Ao contrário, provoca retenção de líquido e inchaço. As refeições balanceadas que hoje são servidas em quantidades e horários controlados fazem parte de um tratamento.
Vanessa é acompanhada 24 horas por uma enfermeira. Ela evita os exageros e orienta a jovem em todas as refeições.
“Oriento para que ela coma um pouco devagar, porque faz parte da compulsão comer rápido demais”, diz a enfermeira Damiana Gomes.
Vanessa está fora da escola há quatro anos. Ainda luta para controlar a doença. (...)
E nessa busca por ajuda, muitas vezes o jovem precisa ser levado pela mão. Poucos têm consciência do problema e procuram tratamento sozinhos. A Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro mantém um serviço gratuito para atendimento de transtornos alimentares, com uma equipe de profissionais voluntários formada por psiquiatra, psicólogos, nutricionistas e endocrinologistas. É cada vez maior o número de adolescentes com preocupação obsessiva pelo corpo.
A anorexia e a bulimia são problemas mais comuns entre as mulheres. A proporção é de dez meninas para um menino. Diego Barbosa, de 19 anos, era o gordinho da turma: tinha 87 quilos aos 14 anos. Nele, a anorexia se manifestou diferente. Achava que ia morrer sufocado se engolisse comida sólida e passou a se alimentar só de líquidos. Acabou ficando com 50 quilos. Segundo os médicos, um medo inconsciente de ser gordo. Hoje, aos 19 anos, está se recuperando do transtorno.
“Se eu ficasse gordinho como antes, ficaria feliz, porque depois de vários anos me vendo magro no espelho, nunca mais eu quero ver essa imagem”, diz ele.
“A anorexia nervosa e a bulimia têm cura. São doenças crônicas, de difícil tratamento, mas em 70% dos casos a remissão dos sintomas é total. O tratamento é difícil, custoso, mas vale a pena”, garante a psiquiatra Paula Melin.
(Fonte: redeglobo.globo.com/TVGlobo/Globo Reppórter-2014)


Pessoas que não se aceitam como são
      Segundo uma reportagem feita pela Rede Globo de televisão, muitos jovens estão descontentes com o seu próprio corpo, a reportagem revela que o número de jovens que queriam ter um corpo diferente é surpreendente. Entrevistaram uma psiquiatra que disse que "a insatisfação leva a um padrão alimentar anormal, que traz sofrimentos para o corpo, doenças físicas que afetam diversos sistemas como o cardíaco e o renal".
      Vendo essa pesquisa, percebi que muitos jovens têm um certo medo de não serem aceitos pelo peso que têm, e para emagrecer fazem dietas fora do normal, exercícios físicos excessivos, que muitas vezes causam doenças como anorexia e ou bulimia. Olhando pelo lado dos jovens, entendo o porquê da procura desesperada por emagrecimento, mas também consigo ver o que isso causa. Não penso que seja certo, mas também não acredito ser errado, pois cada um tem que se sentir bem com o seu corpo.
     Os jovens ou as pessoas que fazem esse tipo de tortura contra si mesmos, têm um movimento e esse motivo é se sentir aceito(a), se sentir bem com o seu corpo, ou seja, sua aparência física; e por outro lado, não serem alvos de piadas por terem um corpo acima do considerado normal. 
      Deveríamos repensar sobre nossos conceitos e aceitar as pessoas mais.
Jhenyffer Fagundes - 8ª Série A

Moda na Adolescência
      Sempre vemos em propaganda sobre a moda eventos sobre moda em que as modelos são extremamente magras.
      No texto "Imagem Distorcida", matéria publicada pela Rede Globo, são apresentados vários casos de adolescentes que sofreram por influência da moda. Há relatos de pessoas que se arrependeram. É o caso de Diego Barbosa que agora se recupera da anorexia. Ele disse: "se eu ficasse gordinho como antes, ficaria feliz, porque depois de vários anos me vendo magro no espelho, nunca mais eu quero ver essa imagem".
      Na minha opinião, tudo deve ter o seu limite, é preciso cobrar limite para essa moda que vem destruindo a adolescência de vários jovens. No texto esse sofrimento não é culpa só da moda, e que fique claro, eu não a defendo. Colegas, família, as pessoas em geral não consideram normal uma pessoa mais gordinha, que foi o caso de Vanessa Dellapruta que escutava de sua família que deveria ser magra como a irmã. E juntamente com as piadas na escola, Vanessa parou de comer normalmente, desenvolvendo anorexia e bulimia.
      É incrivelmente ridículo a forma em que a moda impõe que pessoas "normais" são as que possuem corpo magro, pele clara, cabelos lisos e características que a minoria dos jovens possuem, obrigando os outros a mudar seu comportamento.
      A mídia e a moda nos dizem o que usamos, os melhores sapatos, roupas, bolsas e maquiagem para serem considerados normais.
      O relato desses adolescentes, na minha opinião, provam que passou da hora dessa cultura da moda ser limitada e não ser idolatrada como principal arma para ser considerado socialmente normal.
Natália Nascimento Ribeiro - 8ª Série A

A Moda e sua influências
      Esse ano, o Globo Repórter exibiu uma matéria sobre o padrão de beleza e a luta dos jovens para se enquadrar nele. Para conquistar o tão desejado "corpo perfeito", muitos jovens se submetem a atos absurdos e dietas malucas. Esses transtornos alimentares acabam gerando doenças como anorexia e bulimia.
     Na minha opinião, esse padrão de beleza não deveria ser seguido por ninguém, quando vejo pessoas assim, não sinto admiração nem as acho bonitas, sinto apenas pena por elas serem "escravas" da moda.
      O texto exibe depoimentos de diversos jovens que sofrem com essas doenças. "Quando me olhava no espelho, eu achava que estava muito magra, que estava muito feia, mas eu tinha medo de engordar", diz Vanessa Dellapruta de 19 anos.
      Penso que esse padrão de beleza tem que parar de ser seguido, para que os jovens possam viver sem ter que se preocupar com as aparências, e descubram que a verdadeira beleza é a que nós temos por dentro.
Izadora Teixeira - 8ª Série B

Medos, todos têm!
      Na minha opinião, não seria necessário ter medo de engordar, pois sempre tem como resolver esse problema.
      Muitas pessoas se perguntam: por que eu teria medo daquilo? A resposta é simples de falar, fazer acontecer é difícil. Muitas vezes quem tem medo é porque pode ser uma fobia ou um ato passado que marcou a vida de muitas pessoas.
     Medo é medo, e o medo se supera encarando o passado ou enfrentando as fobias. Não precisa ter medo daquilo que não existe ou pode existir. Já parou para pensar o quanto seria melhor a sua vida se não tivesse medo daquilo? Com certeza, seria melhor enfrentar os medos do que ficar com eles a vida toda.
      Todos têm medo de algo, ou por fobia ou por um fato que marcou a vida. Devemos enfrentá-los como seus piores inimigos e transformar o medo em diversão. Devemos respeitar aquele que tem medo e tratá-lo como se você tivesse aquele medo.
Gustavo Alexandre - 8ª Série B

Padrão de Beleza
      A reportagem da Globo relata a obsessão para ter o padrão de beleza, e que isso se agrava com o tempo, e pode até virar uma grave doença, como a bulimia e a anorexia, doenças que precisam de tratamento psicológico e pode levar à morte.
      Na minha opinião, não é tão fácil assim de combater a anorexia e a bulimia, principalmente sem a ajuda da mídia, dos familiares, os amigos, enfim da sociedade. A mídia impõe muito que para você ser bonita, você precisa ter um padrão de beleza, e com isso adolescentes que não estão com a personalidade formada, acreditam que só daquele jeito serão bonitas e aceitas socialmente.
     Com a ajuda de todos, podemos sim mudar essa realidade, com ajuda dos pais, da escola, da mídia não impondo um padrão de beleza e sim fazendo acreditar que todos somos bonitos da nossa forma, tamanho e jeito. Só assim combateremos e ganharemos essa batalha contra a anorexia e a bulimia!
Gabriela Alves de Carvalho - 8ª Série C

A Moda e sua causas
      Nos dias de hoje, o índice de pessoas com preocupações em questão à moda é muito grave. Jovens e adultos procuram por resultados melhores, tanto na estética, quanto na aparência física.
     Atualmente, as pessoas ligam muito para o que as outras pessoas possam dizer sobre elas (aparência física). Por conta disso, as pessoas começam a se valorizar por fora e vão esquecendo da saúde que é o mais importante.
     Há vários casos de pessoas adoecendo por conta da moda. Isso é comum para a sociedade em que vivemos.
      Minha opinião sobre isso é a falta de amor a sim mesmo, mostrar um visual bonito, sendo que por dentro está frágil e sofrendo.
Samuel Barreto - 8ª Série C