Mensagem Poética

"Sê bom. Mas ao coração prudência e cautela ajunta. Quem todo de mel se unta, os ursos o lamberão" Mário Quintana



Olá! Meu nome é Andréia. O objetivo desse blog é publicar as redações dos meus alunos, bem como ser um espaço de interação e construção do conhecimento acerca da literatura e do mundo da escrita.

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sábado, 22 de setembro de 2012

Olhar Poético

Poesias de Rua:
Depois de realizar o trabalho sobre poesia e arte de rua, podemos concluir que arte de rua é aquela que nasce na rua, onde o olhar diferenciado e sensível visualiza  o sentimento inesperado provocado por algo que viu por lá. Nossos alunos fizeram esse exercício do olhar sensível e o resultado foi maravilhoso. Confiram as poesias abaixo.


As árvores de Brasília

Árvores que dão sombra
Árvores que escondem semelhanças
Árvores que o tempo não destrói.

São tão visíveis e pouco olhadas
Talvez esquecidas, talvez amadas.
São tão frágeis e esquecidas
Talvez um dia sejam queridas.

Com um olhar te descreverei
A sua importância preservarei
Com uma expressão que observei
Nos bosques de procurarei.

Thaís - C5
Vinícius - C5
Hilana - C4
Marielena - C4
Cinthya - C4



Épica, poesia de rua

Passeando em Brasília
Oh! Uma arte cultural.
Entre concreto e tijolos,
governa o sol da capital.

A arte de Bulcão
está sempre relembrada,
entre troca de estação,
é uma arte ampliada.

O cotidiano de Brasília
é uma experiência normal,
mas para quem vem,
sempre fica a arte estrutural.

Entre os meios sociais
apresentamos declives,
em uma cidade de razão
todos somos livres

Lucas Bernardo - C2
Estéfane - C2



Uma reflexão

Ontem estive pensando que a mim muito nada falta: a comida, a água, a cama do descanso, amigos, alegria, festas...
Ontem estive pensando que a muitos tudo muito falta: a comida, a água, a cama do descanso, amigos, alegrias, festas...
A mim não me falta um teto, mas o teto de outros são as estrelas...
Não me falta o sorriso, mas para outros sobram somente verdades dolorosas...
Tenho alegrias, mas tenho medo de um dia chegar a tristeza,
Alguns têm tristezas, mas com a esperança da chegada da alegria...
Tenho a liberdade de ir e vir; outros, já carregam dentro de si o sonho de liberdade.
A mim são dados dias cheios de regalias; aos outros, só o sol do dia.
Fico com meu MP3 ligado nas alturas, enquanto alguns só têm o canto dos pássaros.
Murmuro pelo sol quente; uns ali, no meio da rua, agradecem o ensolarado dia.
Reclamo pelo muito que tenho e por não ter o que quero; outros ao meu lado, oram e agradecem pelo simples fato de ter amanhecido vivo.

Fernanda Pereira - C2
Maria da Conceição - C2


A tua rua

Se essa rua fosse minha
eu contemplaria do banco da praça
as árvores e seus jardins de flores,
alecrins, rosa, margaridas e jasmins.

Ah! Se essa rua fosse minha!
Faria dessas flores buquê de sonhos
e entregaria aos camelôs inquietos,
à mulher da janela e ao homem que olha para ela.

Se essa rua fosse minha,
eu mandaria brilhar,
me embalaria no sopro da brisa dos dias agitados.
Me entregaria sem rumo
nas noites frias 
 e provaria da solidão.

Ah! Se essa rua fosse minha!

Daiane - C3
Cléber - C3
Marcela - C3



A lua e o sonho

Estava eu andando pela rua
E me deparei com uma bela lua
E as estrelas brilhavam no céu
Como se fossem purpurinas cor de mel.
Enquanto os cachorros uivavam de raiva,
atrás da bela moça, eu ia.
Quando lembrava do seu rosto, eu sempre sorria.
Esperava com flores e muita paixão,
pois ela morava em meu coração.
Ficava suado enquanto não vinha,
mas tenho certeza que um dia a veria.

Igor Souza - C3
Jeferson - C3
Matheus Couto - C3


Os ônibus das ruas de Brasília

Minha cidade está colorida
Colocaram uma linha verde para acabar
com minha vida.
E de nada adiantou
pois o engarrafamento mesmo assim continuou.

Como se já não fosse o bastante,
os ônibus quebram a todo instante.
Motoristas estressados
e cobradores com medo de assalto.

Mas para a esperança de todos
Os ônibus um dia vão ser novos
E sem o ônibus quebrar
finalmente em casa vou chegar.

Andreia Veras - C4
Marcelo Ricardo - C4
Mariana Vieira - C4