Mensagem Poética

"Sê bom. Mas ao coração prudência e cautela ajunta. Quem todo de mel se unta, os ursos o lamberão" Mário Quintana



Olá! Meu nome é Andréia. O objetivo desse blog é publicar as redações dos meus alunos, bem como ser um espaço de interação e construção do conhecimento acerca da literatura e do mundo da escrita.

E-mail: amoportugueseespanhol@gmail.com

terça-feira, 19 de novembro de 2013

20 de Novembro - Dia da Consciência Negra



      Todo dia é dia de agradecer a Deus nossa existência na terra e a oportunidade de aprendermos a conviver com as diferenças. Sobretudo é ter coragem para realizarmos de fato a máxima: "amai o próximo como a ti mesmo" e assim sermos pessoas melhores a cada dia. O poema seguinte é uma bela reflexão...

Poema
Folha de papel branco

Disse uma folha de papel branco:
_ “Pura fui criada e pura permanecerei para sempre. Antes ser queimada e convertida em brancas cinzas, do que suportar que a negrura me toque ou que o sujo chegue junto de mim”.
O tinteiro ouviu o que a folha de papel dizia, e riu-se em seu escuro coração, mas não ousou aproximar-se dela.
E os lápis multicoloridos ouviram-na também, e nunca se aproximaram dela.
      E a folha, branca como a neve, permaneceu pura e casta.
Para sempre, pura, casta... e vazia.

Khalil Gibran

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Inscrições para o PAS/2013 - Programa de Avaliação Seriada da UnB



Atenção, pessoal!



     A UnB divulga os editais do PAS. O período de inscrições para as três etapas será entre 1º e 21 de outubro. Não percam a oportunidade!
     Para efetuar a inscrição, é imprescindível o número de Cadastro de Pessoa Física (CPF) do candidato. Deverão também indicar o número do código de sua escola. A taxa de participação é R$ 80,00 para todas as etapas. Os candidatos que se inscreverem em qualquer um dos cursos que exigem Certificação de Habilidade Específica somente poderão concorrer a esse curso caso possuam a referida habilitação para o curso desejado, dentro do período de validade.

    Os alunos da rede pública devidamente matriculados terão isenção da taxa, desde que requisitado. Mais informações:


http://www.cespe.unb.br/NoticiasHTML/LerNoticia.asp?IdNoticia=1126

ou já faça a inscrição no endereço abaixo: 

http://www.cespe.unb.br/PAS/


Obs: outras informações sobre a prova do PAS e os livros sugeridos foram postados no mês de maio neste blog.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Resenha Crítica Literária - Uma pedra no meio do caminho

Texto: Uma pedra no meio do caminho - conto do folclore alemão

      Resenha Crítica Literária: é um texto que se faz para analisar uma obra literária do ponto de vista estético e interpretativo. O texto deve ser escrito em 3º pessoa e levar em consideração os elementos e recursos estéticos, bem como a interpretação e análise do texto. No caso dos alunos do 1º ano, o trabalho foi feito a partir dos elementos da narrativa que foi o gênero estudado por eles. Eles tiveram que analisar um conto (texto narrativo) e elaborar a resenha crítica em grupo de no máximo 4 alunos. Primeiramente, eles responderam a um questionário individualmente. Em um segundo momento, em grupo, eles tiveram que discutir suas respostas e elaborar suas críticas. O resultado de algumas delas, pode ser visto abaixo, juntamente com o texto de referência: Uma pedra no meio do caminho.





      A história fala sobre um duque que queria testar se ainda existiam pessoas boas nesse mundo. ele era um duque diferente, pois ele sempre ajudava os aldeões quando estes precisavam, mas por isso os aldeões ficaram mal acostumados.
   Então, colocou uma enorme pedra na única estrada que dava acesso à aldeia e ficou esperando. Todos passavam e criticavam o duque por deixar aquela pedra ali. Já quase desistindo, chegou o filho de um moleiro, tirou a pedro do caminho por boa vontade, então percebeu que debaixo da pedra havia um saco de dinheiro. O duque lhe ofereceu dinheiro e, graças a isso, retomou a esperança na humanidade.
   Na narrativa há 11 personagens: o duque, aldeão, camponês, duas mulheres, soldados, padres, mercadores, jovens, os velhos e o filho de um moleiro.
    O protagonista da história é o duque. A narrativa apresenta um narrador observador que possui grande importância pelo fato de saber toda a história e todos os detalhes sobre os personagens. Essa história ocorre em uma aldeia na idade média. O tempo da narrativa é psicológico porque não apresenta horas ou datas, apesar do ambiente da história nos dar uma noção de época.
   Podemos fazer uma boa reflexão sobre as atitudes dos aldeões. Eles se tornaram acomodados e preguiçosos, visto que sempre tinham a ajuda do duque e não precisavam se esforçar. Por isso, o herói da história é o filho do moleiro, pois ele deu um exemplo de cidadania, quando todos não o fizeram.
   A cidadania é a vontade e as atitudes que tomamos para o bem da comunidade em geral. O voto é uma forma de exercermos a cidadania, mas ela não se resume em votar. Exercer a cidadania começa na vida escolar, com a convivência entre alunos e professores, que a partir desta começa a ter uma postura disciplinada e séria em relação aos outros e ao meio em que vivem.
    A história nos faz refletir sobre a atitude do protagonista que age diferente de todos, de forma a receber uma recompensa. Sua atitude salva a humanidade. E assim deve ser na vida real. Devemos deixar um pouco de lado as atitudes egoístas e nos preocuparmos um pouco mais com a sociedade, só assim a humanidade terá a salvação.


Anayele Cristine, Brenda Regina Alves, Carolina Nunes, Kelly Estephany - 1º A


      A narrativa conta que devemos retirar as pedras do nosso caminho. Para contar a história, o narrador fez uso de vários personagens, fazendo com que a mesma pudesse ter sentido. A história toda acontece em torno do Duque, que foi o responsável pela pedra no meio do caminho.
      É possível perceber que o narrador do texto é observador, pois podemos enxergar que ele não participa da história. Ele conta que a narrativa foi vivenciada em uma aldeia próxima a um palácio. O tempo é psicológico porque não há especificação de datas.
      Fica claro na história que as pessoas se acomodaram com a situação de ter a pedra no meio do caminho e, portanto, não preocuparam em retirá-la, isso porque todos achavam que o duque tinha obrigação de tirar.      Na nossa opinião, a cidadania não é apenas votar e esperar que os governantes salvem a pátria. Não, também temos que fazer nossa parte.
     Na vida escolar devemos sempre contribuir para um rendimento melhor, para que todos possamos atingir os nossos objetivos. Nós acreditamos na sociedade/humanidade, porque apesar das más influências, existem pessoas que querem mudar o mundo como o menino que retirou a pedra do caminho.

Thainá Elazir, Yara Andrade - 1º B.

      Certo duque que morava próximo a uma aldeia decidiu ver se os aldeões eram bondosos e gratos a ele. Então, decidiu colocar uma pedra na única estrada que permitia acesso à aldeia. De embaixo desta pedra colocou um saco de moedas de ouro. Todos que passavam ali, reclamavam da pedra e do duque, até que um certo garoto que por ali passava, resolveu retirar a pedra, então ganhou o saco de moedas. E o duque teve sua fé na humanidade resgatada.
      Esta história envolve 11 personagens - duque, aldeões, duas mulheres, camponeses e soldados, padres e mercadores, jovens e velhos, e o rapazinho. O protagonista é o duque e a sua importância para a trama foi mostrar que no meio de tantas pessoas preguiçosas e rabugentas, havia pessoas boas.
     Temos um narrador observador (de 3ª pessoa), pois sua função é observar e relatar os fatos ocorridos. Essa narrativa se desenvolve na única estrada da aldeia, em um tempo psicológico, pois não tem uma data exata.
      Nesse conto, o povo tornou-se acomodado, pois o duque os ajudava em tudo, então todos esperavam que qualquer problema que surgisse era obrigação dele revolver.
     Contudo, podemos perceber que exercer a cidadania não é apenas votar e esperar que os governantes salvem a pátria, pois temos que mostrar para que viemos, fazer manifestações pacíficas e não nos conformarmos com a corrupção. Já na vida escolar, não devemos esperar um pelo outro, nem ficarmos na comodidade, devemos fazer o que está ao nosso alcance.
      Concluímos que todos somos capazes de conseguir aquilo que queremos, basta ter fé, coragem e força. Percebemos isso no último parágrafo, que nos informa que mesmo diante de tantas incertezas, devemos ter fé naquilo que pensamos. Não devemos perder as esperanças na humanidade.

Darlene da Silva, Juciane Silva, Minicaele Abreu, Vitória de Araújo - 1º B


         Nessa narrativa o duque foi testar os aldeões para ver se algum deles iria fazer um favor para a comunidade. Nisso, ele pegou uma pedra e colocou no meio do caminho para atrapalhar a passagem e, debaixo da pedra, colocou um saco de moedas como recompensa.
      Na narrativa existem 11 personagens: o duque, o aldeão, duas mulheres, mercadores, jovens, velhos, soldados, padres e o filho do moleiro. O duque é o personagem principal dessa história, e foi ele quem colocou a pedra no caminho para o desenvolvimento da narrativa. O narrador dessa narrativa é do tipo onisciente, pois é ele quem está contando a história, ou seja, está atuando como "observador". A história se passa na aldeia, e o tempo da narrativa é psicológico, pois é um fato que está acontecendo no momento sem uma definição de data.
      Conta-se na narrativa que o duque era uma pessoa boa para todos os aldeões e, por causa disso, eles se tornaram pessoas acomodadas, ou seja, sempre esperando que os problemas fossem todos resolvidos pelo duque. Algo parecido acontece nos dias de hoje. As pessoas pensam que o único dever delas é votar e depois esperar que os governantes resolvam todos os problemas que vierem a aparecer. O que deve ser feito é uma conscientização por parte das pessoas. Todas as pessoas - e isso inclui os alunos e todas as pessoas envolvidas na vida escolar - devem fazer a sua parte de acordo como o que está no alcance de cada um. Essa história tem como objetivo mostrar que nós ainda devemos ter fé na humanidade. Quando o rapaz vê a pedra e se conscientiza que o melhor a ser feito é retirar a pedra do caminho, é isso que ele faz.

Isabela Sanches - 1º C

      O duque era bondoso com todos da cidade, mas as pessoas estavam se acomodando porque ele fazia tudo para o povoado, porém certa vez ele decidiu colocar uma pedra no caminho bem pesada e ficou escondido, pessoas passavam e falavam mal do duque, reclamando por não ter tirado a pedra, então apareceu um menino pobre e decidiu tirar a pedra. Enfim, ele tirou e teve uma grande recompensa: moedas de ouro. O duque ficou feliz porque ainda existem pessoas bondosas no mundo.
      Na aldeia há 11 pessoas: o duque, aldeão, duas mulheres, camponeses, soldados, padres, mercadores, jovens, velhos e filho do moleiro. O protagonista dessa história é o duque, pois ele tem uma importância, foi dele a ideia de ver se tinha alguma pessoa disposta a ajudá-lo. Nessa história o narrador é observador e aconteceu em uma estrada estreita, na entrada e saída da aldeia. O tempo é psicológico, pois não  é definido. O povo se tornou acomodado porque o duque sempre fazia tudo e eles acabaram ficando acomodados por sempre ter alguém para fazer tudo.
     Na nossa opinião, devemos votar e lutar por nossos direitos, não só esperar pelos governantes, devemos correr atrás. O papel que deve ser empregado ao aluno deve ser de disciplina e atenção para que possa ter um bom empenho e não se acomodar.
      Nós acreditamos na humanidade, pois observamos no dia-a-dia fatos de solidariedade, jovens dando preferência a idosos no ônibus, pessoas dando preferência a gestantes na fila do mercado e pessoas a se erguerem do chão com a ajuda de outras após uma queda.

Simone Carina, David, Hiago, Pedro Ygor e André - 1º M

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Dissertações: Internação Compulsória de dependentes químicos

     
      O CED 02 do Guará decidiu como projeto interdisciplinar abordar o tema da prevenção do uso de drogas. Para isso, os professores foram convidados a abordar o tema, dentro das suas possibilidades, cada um em sua disciplina. Em Língua Portuguesa, decidimos trabalhar com a técnica da dissertação, assim poderíamos problematizar o tema e os alunos poderiam se posicionar acerca do mesmo. O tema específico escolhido foi a Internação Compulsória:  a favor ou contra. Como trabalho de preparação, explicamos a técnica para os alunos e interpretamos um texto sobre o tema geral junto com eles. No entanto, escrever uma dissertação nem sempre é suficiente para todos os alunos entenderem como se escreve. Abaixo, listo algumas regras que devem ser consideradas ao se escrever uma dissertação e os textos escolhidos servem como referência. Claro, todos que tiraram de 1,5 a 2,0 estão de parabéns. Infelizmente, não tenho tempo para digitar todos os textos, então dei prioridade aos que ainda não haviam sido escolhidos da primeira vez. 
  1. Um texto dissertativo é racional, deve ser fruto de um estudo prévio e de um planejamento.
  2. Defende um ponto de vista, por isso o escritor deve escrever com segurança e argumentações que convençam o leitor de sua veracidade.
  3. Deve ser escrito com predominância de 3ª pessoa. Evite frases do tipo: "Eu acho...", "Na minha opinião...". Basta fazer a afirmação e buscar comprová-la.
  4. Requer uma sequência lógica de introdução, desenvolvimento e conclusão. A introdução corresponde ao ponto de vista; o desenvolvimento, às argumentações e a conclusão corresponde à confirmação da tese ou ao levantamento de proposta para solucionar o problema que foi levantado.
  5. Por mais que você estude e leia opiniões de especialistas sobre o assunto, é a sua opinião que você defende. Portanto, evite copiar trechos de outros autores, no máximo, você pode citá-los, mas nunca copiá-los. Seja original, escreva a sua própria palavra.


Melhores amigos de um usuário
     A internação compulsória é algo que ajudará famílias e amigos, mas irá contrariar o usuário. É mais uma oportunidade excelente para a redução de usuários nas ruas.
     Muitos não aceitam ajuda psiquiátrica, até mesmo, violentam pessoas para não irem às clínicas de recuperação, pois aceitam o vício e não veem a situação precária e triste que estão vivendo.
     O governo poderia liberar mais verbas para as cidades, para investir em clínicas de recuperação, porque muitos pais não têm onde e nem renda para a internação compulsória , assim piorando a situação do(s) seu(s) filho(s).
     Portanto, mesmo que o usuário não queira essa ajuda, os pais devem insistir, pois somente assim eles terão resultados bons e agradáveis. Isto é uma verdadeira prova de amor e compaixão dos pais para o filho.
Ramonn Zidany de Araújo - 1º A

Drogas: um caminho que queremos evitar
     A internação de quem é dependente químico é boa para toda a sociedade, pois todos nós podemos viver socialmente melhor, os seja, não haverá "amigos" te oferecendo drogas lícitas ou ilícitas.
     A clínica ajuda os dependentes a verem que existe uma vida melhor, que todos nós não precisamos depender dessas determinadas drogas, mas infelizmente poucos veem que é assim, eles a veem como um lugar em que todos são seus inimigos  e com isso, essas pessoas chegam a pensar que a sua própria família também é sua inimiga.
     É verdade que muitos não conseguem conviver com o tratamento, mas outros conseguem para poder viver uma vida melhor na sociedade, por exemplo arrumando um emprego, se unindo a família, vivendo uma vida sem ilusões, fracassos e simplesmente seguindo em frente.
Juciane Silva Barros - 1º B

Internação compulsória de dependentes químicos
     A internação compulsória de dependentes químicos é manter uma pessoa que não possui saúde mental, internada contra a sua vontade legalmente. Mas será isso uma boa solução para a dependência de drogas?
     Vamos imaginar um indivíduo viciado em crack, ele quer mais a droga do que a própria saúde, e agora ele está preso contra a sua vontade. Mas agora vamos imaginar que o dia que ele conheceu o crack nunca existiu. Tudo isso seria evitado.
     Tratar ou não a dependência de substâncias químicas talvez não seja uma decisão do governo ou da família do usuário, e sim do próprio usuário. O que o governo deveria fazer era evitar que essas pessoas tenham acesso à droga, mantendo a população informada sobre os efeitos da droga. Essa sim seria a solução.
     Evitar o problema é mais eficaz do que manter uma pessoa internada contra a sua vontade.
Júlia Dutra Melo - 1º C

Apenas tente
     Ultimamente as drogas têm avançado bastante na sociedade moderna, olhamos pelas ruas e o que encontramos são mais e mais dependentes químicos e o pior de tudo é que eles na maioria das vezes tem entre 14 e 15 anos de idade. A internação compulsória é algo que deveria ser aprovado pelos direitos humanos, mas para eles é algo errado.
     Segundo os direitos humanos, a internação é algo que tem que ser feito pelo próprio paciente e não por familiares dele, mas como uma família pode aguentar ver alguém do seu próprio sangue ali na rua, utilizando drogas, correndo o risco de morte pelos traficantes e só tendo Deus como proteção?
     Algumas famílias chegam a entrar na justiça, afinal a maioria dos usuários não querem internação, é uma luta entre usuário, família e direitos humanos.
     A internação compulsória é algo que deve e pode ser aprovado por lei e direitos humanos nenhum poderiam derrubar. Se os dependentes químicos na maioria das vezes foram levados por alguém ou algo, seria bom se alguém ou algo os tirasse daqueles mundo também.
     "Amar é nunca ter que dizer: eu sinto muito".
Juliana Oliveira - 1º D

Internação compulsória de dependentes químicos
     Vemos hoje em dia muitas pessoas se envolvendo com drogas, em especial jovens, que acabam seguindo esse caminho por não terem mais sentido na vida, mas será que existem meios de salvar uma pessoa de uma vida dessa? Se recorrermos a internação compulsória, seria uma boa ideia?
     Quando se fala de um dependente químico, muitos dizem que a vida desse já está acabada, perdida, talvez seja, mas será que se formos pensar e recorrer a internação compulsória iria resolver o seu problema? Quando um dependente é levado para lugares que fazem esse trabalho, eles não acabam ficando mais dependente ainda, por sentir falta da droga que fazia parte da sua rotina, ou então por já não terem mais razão no ato de viver e acabam ficando doidos, por passarem dias e dias presos em lugares que não queriam estar? Bem, pode ser que sim, mas apesar de tudo isso, se tiverem um apoio necessário, alguém para acompanhar esse dependente a cada minuto, pode ser que ele consiga se livrar de sua dependência.
     Mas para isso é necessário muito esforço, o apoio de pessoas experientes e em especial a presença da família ao lado do dependente, pois para sair do mundo das drogas, é necessário muito esforço.
Gabriella Elais Moraes - 1º E

A favor da internação compulsória de dependentes químicos
     A internação de dependentes químicos é uma boa opção para o sua recuperação. Todos os usuários de drogas deveriam procurar tratamento para seu bem. 
     Mas por outro lado, eles preferem ficar nas ruas passando fome, frio etc. O pior de tudo é que eles além de se desgastarem, usando drogas, eles acabam com própria vida e destroem toda a família de desgosto e sofrimento.
     O internamento na maioria das vezes é muito complicado, porque os usuários não se conformam de forma nenhuma que deveriam ficar internados e passar por tratamentos e etc.
     Por isso, devemos pensar bem antes de entrar nessas enrascadas. E sempre dizer não as drogas.
Letícia Pereira da Silva - 1º M 





sábado, 4 de maio de 2013

Primeira etapa do PAS - 2013


Obras Recomendadas pelo PAS: Programa de Avaliação Seriada da UnB.

     O PAS é uma modalidade de ingresso na Universidade de Brasília existente desde 1996. Por meio do PAS, o aluno realiza um exame no final de cada série do ensino médio, a fim de que possa ser melhor avaliado. O aluno interessado em participar desse programa seriado, deve se inscrever no tempo certo e seguir as orientações pedagógicas para cada etapa. Atualmente, essas orientações estão ligadas menos ao simples armazenamento de conteúdos e mais ao desenvolvimento de habilidades referentes a esses conteúdos. Entre outras habilidades, as principais são: desenvolvimento do senso crítico, leitura e interpretação de textos  no nível abstrato e inferente, isto é, ler, entender e pensar sobre o que leu. A escrita também é uma habilidade a ser desenvolvida. O aluno deve escrever com desenvoltura não só o que aprendeu, mas o que pensa a partir dos conteúdos que aprendeu. Para nós que estudamos a língua portuguesa, isso implica em conhecer os diversos gêneros textuais, compreender e identificar sua estrutura e escrever de acordo com suas características específicas. 
     Para desenvolver todas essas habilidades é preciso que o aluno tenha consciência da importância da leitura. Para cada etapa, o PAS recomenda algumas obras de leitura que o aluno candidato deverá ler. A seguir, apresento a lista de obras recomendadas pelo PAS para a primeira etapa de 2013, referente à primeira série do ensino médio. As obras destacadas em vermelho serão cobradas na disciplina de língua portuguesa para os meus alunos do GG. 

I - Livros:
  • O Príncipe - Maquiavel
  • A Apologia de Sócrates
  • Marília de Dirceu - Tomás Antônio Gonzaga - 4º Bimestre
  • Seleção de Poemas de Gregório de Matos - 3º Bimestre
  • Peça Teatral: Antígona - Sófocles - 2º Bimestre
II - Músicas:
  • Primavera - Vivaldi
  • Camaro Amarelo- Munhoz e Mariano
  • Vida Loka - Racionais
  • Cuitelinho - domínio popular
  • Infortúnio - Arrigo Barnabé
  • Aquela Mulher e Las Muchachas de Copacabana - Chico Buarque
Atenção:

     A obra do 2º bimestre é "Antígona", uma peça teatral escrita por Sófocles. É um texto de gênero dramático. Sua interpretação e compreensão serão cobradas na prova bimestral. Portanto, leiam com atenção. Abaixo, tem um link para que tenham acesso gratuito à obra e um link para que obtenham mais informações no site da UnB. Boa leitura a todos!!!

sábado, 13 de abril de 2013

Memórias Literárias: rememorando a infância




Vejam o vídeo e escutem a música:


     Segundo a Wikipédia "chama-se memórias ao gênero de literatura em que o narrador conta fatos da sua vida. É tipicamente um gênero do modo narrativo, assim como a novela e o conto, porém essa classificação é predominantemente atribuída a histórias verídicas ou baseadas em factos reais. Diferencia-se da biografia pois não se prende a contar a vida de alguém em particular, mas sim narrar as suas lembranças."
     A primeira redação dos alunos do 1º ano do Ensino Médio do CED 02 do Guará (GG) foi um texto de memórias literárias em que os alunos puderam rememorar sua infância de maneira afetiva a partir da função emotiva da linguagem. Entre lembranças alegras e tristes, a maioria das redações ficaram emocionantes. TODOS ESTÃO DE PARABÉNS. Vale a pena lermos algumas delas abaixo. E, alunos, respondam: o que vocês acharam da primeira proposta de redação?

Lembranças de um passado bom
     Minha infância foi vivida na fazenda, brincava dia e noite com os meus primos e amigos. No fim da tarde, a gente se sentava na beira do lago e assistia ao lindo adormecer do sol, contando o tempo para a grande Lua aparecer, e quando ela surgia, nos vinha uma certeza: começariam as histórias de terror.
     Depois disso, ajudávamos a minha avó a acender a grande fogueira, eu sentia aquele arrepio passando por todo o meu ser, adorava quando chegava a noite, todos se juntavam e compartilhávamos várias histórias antigas, como a da casa assombrada, que não era muito longe daqui; como a do peão assassinado que fazia todos os gados da fazenda fugir.
     Mas do que eu mais sinto falta é daquele cheiro de mata verdinha, daquela sensação quando eu montava no cavalo e daquele vento, aquela brisa que vinha em minha direção, aquela liberdade.
Infelizmente, hoje em dia, as crianças não dão tanto valor como eu dava, elas não gostam mais daquelas brincadeiras na lama, o banho no lago, a pescaria. Hoje em dia, a infância está mais voltada à tecnologia, as crianças trocam toda essa aventura por celulares, tablets, computadores e etc.
     Eu daria tudo para voltar aquele época, em que eu não tinha tanta preocupação como tenho hoje, sentir novamente todos aqueles aromas da fazenda, as sensações de liberdade e voltar rever os meus familiares.
(Ingrid Vieira de Andrade - 1ºA

Meu mundo mágico
     Infância, para mim, nunca deixará de representar os melhores momentos de minha vida. Aquela velha infância, inocente e despreocupada; com sabor de sorvele de baunilha e cheiro de grama recém-cortada.
     Todas as tardes, quando o Sol ia embora, era só piscar os meus olhos inocentes, e eu já sabia o que ia acontecer. Era a minha maior alegria; ficava com um enorme sorriso no rosto e meus olhos brilhavam naquelas luzes mágicas. A minha única tristeza, era não poder fazer aquilo todos os dias.
     Quase sempre estava na companhia de meu pai e minha irmã. Depois de alguns minutos de ansiedade intermináveis, finalmente as luzes apagavam e só conseguia ver e ouvir o que saía daquela tela, que para mim, vinha de outro mundo; um lugar totalmente mágico.
     Enquanto admirava o filme, sem tirar os olhos da tela um segundo, me perdia de tudo e de todos e viajava sozinha e sem medo para onde apenas eu podia ficar. Meu mundo mágico.
     Aqueles dias em que ia ao cinema, são a melhor parte daquela infância que ainda está perdida dentro de mim. Cada minuto que passava, era repleto de sorrisos e gargalhadas que vinham como borboletas dentro dos meus ouvidos atentos e encantados.
(Carolina Nunes Borges - 1º A)

As ondas da vida 
     Dizem que recordar é viver, eu me lembro com carinho da cidade onde passei minha infância, das escolas e da igreja que frequentei, dos meus amigos e professores.
     A cidade vais crescendo e somente lembranças e a saudade ficam. Domingo era um dos meus dias favoritos, acordava cedo agitada e empolgada, e sempre depois do culto da manhã, ia ao parquinho na praça que ficava na frente da igreja, meus dedos tocavam a areia fria que poucos anos depois fora trocada por grama sintética, os balanços e gangorras de metal foram substituídos por um grande e colorido "playgroud".
     Depois do culto da noite, eu e minhas amigas corríamos pelo terraço jogando pau-brasil nos carros. As segundas que altualmente são dias chatos e sem cor, eram maravilhosos, todos estavam com saudades e com muitas novidades do fim de semana para contar.
     Nós não tínhamos celulares e eram poucos os que podiam mexer no computador, mas tive uma infância melhor que a de muitos por aí. Cidade litorânea, tínhamos aulas de educação física na praia, o cheiro da água marinha e o barulho das ondas chocando nas pedras estão vivas em minha memória, onde permaneceram por muitos e muitos anos.
     Os fins de semana e feriados não são mais os mesmos, a cidade não é mais a mesma, mas ela sempre será a cidade da minha infância.
( Elisa Souza - 1º B)

Doce de infância
     Quando penso na minha infância, penso em saudade, saudade de como a vida parecia sempre um arco-íris infinito, que não se apagava, que não sumia, que estava sempre lá para me fazer sorrir.
     Ir para a escola era como uma brincadeira divertida: ouvir sua música favorita no recreio e comer aquele bolo de chocolate que só a mãe sabia fazer, não ter preocupações. 
     Não existia nada melhor que acordar em um sábado de manhã e ir assistir desenho animado. Passar a tarde toda brincando na rua, andando de bicicleta, e se vestindo com as roupas de sua mãe, fingindo ser adulta o suficiente para usar saltos, maquiagem, cozinhar e todas essas coisas que crianças acham divertidas.
     No final das contas, todos nós ainda temos nossa criança interior, algumas escondem, outras mostram até demais, mas o fato é: sempre vamos amar nossa infância.
( Adryelle Morais - 1º B)

A melhor infância da minha vida
     Quando eu era criança, não precisava me preocupar com nada, ou melhor, quase nada. Eu não morava em uma casa muito grande, não tinha andares. Me lembro muito bem como era o meu dia, de manhã bem cedinho eu levantava, tomava café da manhã e meus pais me levavam para a escola, aquele cheiro de livros me encantava, quando a aula acabava e eu voltava para casa, era uma alegria só, sentir o cheirinho da comida da minha mãe era uma maravilha. Depois de almoçar, eu fazia todas as tarefas, minha mãe é professora, então ela sempre me ajudou, e assim que eu terminava, ia para a rua brincar, nunca gostei muito de ficar mexendo em computador ou jogar vídeo game, e ficava brincando até escurecer.
     Os finais de semana eram os mais esperados porque nós íamos visitar a vovó, eu adorava brincar com o gato dela, e ela me ensinava (ou pelo menos tentava) a costurar roupas de bonecas. Meus avós morreram quando eu era muito pequena, então não tenho o que contar.
     Aos meus sete anos a minha irmãzinha chegou, e o que me deixou mais feliz foi quando a mamãe me deixou escolher o nome dela, Julie.
     O tempo passou e sinto saudades da minha infância, de como eu não precisava me preocupar com quase nada e de como era feliz e não tinha noção.
(Thauane Medeiros Barros - 1º C)

Casa Amarela
     Mal dormia, quando sabia que íamos à casa da minha avó, ficava imaginando que receita ela me ensinaria. Arrumava minhas roupas em uma pequena mochila, colocava no parta-malas, e pela janela, reconhecia as casas, a rua, e avistava de longe a casinha amarela. Todos às vezes que via esse mesmo caminho, meu coração disparava de alegria, não precisava nem ao menos bater palmas, ela já estava esperando na janela.
     Quando eu entrava, era sempre recebida com muitos abraços calorosos e logo sentia aquele cheiro familiar de café e bolo de fubá quentinho. Estava em casa.
     Logo depois de muitas conversas, vinha minha parte favorita, ela colocava o velho banquinho onde eu subia para alcançar a mesa, onde ela me ensinava o que era felicidade.
     E do velho forno à lenha, saía de tudo, risadas, experiências, conhecimentos que resultaram no que sou hoje.
(Ana Elisa Carnaúba Rodrigues - 1ºC)

Minha doce infância
     De vez em quando, quando passo na rua, lembro-me bem o quanto a velha infância era boa. Ainda estava no começo da tecnologia de celular, computador e vídeo game. Eles existiam, claro, mas nada me remete mais a minha infância do que as brincadeiras de rua, como por exemplo, bet, pique-esconde, passa-anel... Eram todas elas que deixavam minhas mãos e pés sujos e sempre faziam ouvir gritos de minha mãe: "-menina, vai tomar banho" ou então: " - Nathália, vai fazer a tarefa de casa".
     Outra coisa que eu gostava bastante, era quando minha mãe fazia bolo, sempre pedia a vasilha para passar o dedo na massa ainda crua e chupá-lo, era tão bom quando eu soprava os disquetes de jogos e colocava no aparelho e ia jogar "super Mário". Nossa! Como eu adorava.
     Hoje, não brinco mais, mas bate uma saudade daquele tempo, dá uma saudade das amizades da época e principalmente do bolo da minha mãe que era de chocolate, mas hoje ela não faz mais, muito pelo contrário, manda que eu mesma faça para eu mesma.
(Nathália Elisa G.  Neves - 1º D)


Tem algo melhor do que ser criança?
     Quando eu era criança, tudo era mais fácil, não tinha responsabilidades sobre as coisas nem tinha com o que me preocupar. Não tinha rotina como hoje, antes acordava e ia brincar o dia todo, mas agora tudo mudou, tenho responsabilidades, horários a cumprir, a escola, o emprego e etc.
     Antes eu não me preocupava com o que tinha para fazer naquela hora, só queria brincar com meus cachorros ou comer.
     Quando era criança, a minha maior felicidade foi quando aprendi a andar de bicicleta. Quem me ensinou? Minha irmã mais velha. Nesse dia, eu caí bastante, me ralei e fiquei toda dolorida. Mas a felicidade era tão grande que nem as dores eu senti.
     Como todas as crianças, eu aprontei, mas a pior foi quando eu empurrei minha irmã dentro da piscina, eu não sabia o que fazer, vendo-a se afogar, então fiquei ali parada esperando alguma reação dela. Ela conseguiu sair com a ajuda da minha mãe e depois eu é que precisei de ajuda, porque a surra que eu levei não foi boa.
     Ser criança é ser inocente, sem preocupações e responsabilidades, por isso todos falam:
     - Ah! Como eu queria voltar a ser criança!
(Raquel Rodrigues Barbosa Sá - 1º D)

Minha infância em 30 linhas
     Eu era tão pequenina e achava que tudo o que eu precisaria para viver, estava ali na pequena cidade de São Félix do Xingu.
     Me lembro de tudo como fosse ontem, eu acordava cedinho, super-animada para ir à escola, fazia o jardim 1. Na escola, eu tinha uma amiga com o mesmo nome que eu, um fato raríssimo, pois o meu nome é bem diferente. Ela se chamava Wélida Ribeiro e nós nos divertíamos muito; eu nunca mais encontrei alguem de nome semelhante ao meu.
     Eu me lembro que eu tinha uma botinha preta a qual eu era muito apegada, era capaz de chorar para usá-la para todo lugar que eu fosso; um lugar a qual eu amava ir, era à casa da minhas duas avós; por ser a filha única eu era muito mimada por elas. Logo quando ia chegando, já sentia aquele aroma maravilhoso de bolo de fubá, depois quando ia entrando, via aquele sorriso maravilhsoso e logo ganhava um colo. Ah! Colinho de avó, não tem coisa melhor.
     Eu morava em uma chácara, e me lembro uma das coisas que eu amava, era quando começava a chover, eu sentia aquele cheiro de terra molhada, e eu nunca entendi o porquê, mas quando sentia aquele cheiro, parecia que estava lavando a alma; era muito bom!
     Tenho comigo milhares de lembranças da minha infância, mas sei que se eu for contar todas elas, vou levar bastante temp, pois são muitas e 30 linhas não bastarão.
(Wéllyda Thaiany - 1º E)

Mudanças
     Minha infância não foi assim tão boa, mas teve seus bons momentos.
     Lembro-me de quando eu tinha os meus quatro anos, essa foi uma das melhores épocas de minha vida.
     Eu morava com minha mãe, mas como ela viajava muito, às vezes eu passava uns tempos na cada da minha tia, tive vários momentos bons lá, um deles era quando eu ia ao mercado com meu tio, e chegando lá, ele sempre comprava sucrílios e leite moça para mim, eu adorava, era viciada em doces até hoje sou, na verdade.
     Gostava muito também quando minhas primas iam para a casa da minha tia, era muito bom, lembro das nossas brincadeiras e gargalhadas, lembro-me de nossas manias, eu estava feliz naquele momento por estar ao lado delas. Hoje em dia, eu ainda gosto da companhia delas, mas é diferente de antes. Antes brincávamos muito, conversávamos. Hoje já não é bem assim, doze anos se passaram e quando nos encontramos é cada uma no seu canto, uma ouvindo música, outra navegando na internet ou falando no celular.
     Mas tem coisas que não mudam, mesmo com o passar do tempo. Quando eu era menor, chorava por qualquer motivo, e até hoje é assim.
     As coisas vão acontecendo, as frustrações, as mágoas e arrependimentos vão se acumulando e são nessas horas que eu desabafo a chorar.
(Melissa Costa - 1º E)

Lembranças da minha Infância
     Quando criança, eu acordava bem cedinho, sem mesmo me preocupar em tomar café da manhã. Corria logo para ver os desenhos animados, que na época, eu não entendia muito bem. Eram desenhos bem simples, mas que marcaram a minha infância. Fora isso, ainda tinha os meus irmãos para me divertir. Nós brincávamos bastante de cobra-cega, de queimada e jogávamos muito no supernintendo.
     As crianças de hoje em dia, nem devem saber como é assoprar um cartucho de supernintendo para jogar ou ao menos disputar uma partida de Super Mario Kart com um amigo.
     Hoje em dia, as crianças utilizam vídeo games mais modernos e cada uma com o seu. Bem diferente que antigamente, que tínhamos que dividir com os irmãos.
(Ana Terra Vale - 1º M)

     Como esquecer daquele dia de poucas nuvens, onde o sol se mostrava por inteiro... aquele homem que hoje já não olha mas nos olhos, segurando a garupa da minha bicicleta, me mostrando o princípio do equilíbrio... Olhar sempre para frente, focar e me manter.
     Hoje sei do que ele talvez nem pensou que eu saberia... Naquela casa grande de paredes frias, vi, pequena, meu coração queimar buscando através dos olhos, justiça, que ainda não a tive. A estrada para outro lugar me ensinou a independência.
     Quem imaginaria que naquela mochila de rodinhas rosas haveria muito mais que livros e brinquedos? Ainda levo para onde vou, hoje com bagagens que nunca imaginei trazer. Rótulos e hipocrisia na estante daquela mesma casa, preferi não trazer, pois aquele peso que via parecer motivo de orgulho, não caberia naquela mochilinha, mas trouxe álbuns e certificados que achei naquela mesma estante branca.
     Quantos tesouros descobri nesta estrada dentro de mim? Tudo que foi passou por aqui, tanto ficou, mas ainda sei que o melhor está por vir.
( Lívia Daniella Modesto - 1ºM)



sábado, 9 de março de 2013

Novo ano, novo desafio

       Mais um ano letivo se inicia e com ele um novo desafio. No ano de 2013 irei trabalhar com turmas de 1º ano do ensino regular, orientando-os nas disciplinas de Português e Produção de Texto. Após duas semanas de aula, já percebi que meus novos alunos têm muita energia e são muito inteligentes. Meu desafio é ajudá-los a transformar esse potencial todo em aprendizagem. No 1º bimestre já estamos trabalhando com os conceitos de linguagem e iremos dar uma ênfase maior na linguagem literária e no início da literatura portuguesa para entendermos melhor a origem da literatura brasileira. Uma vez que fomos colonizados por portugueses, é importante que conheçamos a origem da literatura ocidental e a nossa própria história para entendermos como a nossa literatura se formou e de que forma ela contribuiu para a formação de nossa identidade. Espero que seja uma ótima viagem.... Sejam bem-vindos os novos alunos.  Formas de avaliação para o bimestre:
  • Redação: 2,0
  • Prova: 3,0
  • Participação: 2,0
  • Trabalho: 3,0
Atenção: A redação acontecerá no dia 26/03 e será a nossa avaliação intermediária. Será escrita a partir da função emotiva da linguagem. Abaixo, o texto que servirá de inspiração para a redação. Estudem!


O valetão que engolia meninos e outras histórias de Pajé
Kelli Carolina Bassani


Já foram escritas muitas histórias da época em que os meninos engraxates eram engolidos pelo valetão da Rua Sete de Setembro. Mas nenhuma delas conta esta ou outras histórias de Pajé. Guardo-as dentro do peito, como boas lembranças da rua onde vivi e que teimam em se misturar com a história da cidade.
Nascemos juntos: eu, a rua e essas histórias. Somos uma coisa só, mas nós não estamos nos livros. Estamos na contramão, por isso me atrapalho com as palavras. Às vezes falta ar, outras o ar é demais, então o meu coração acelera, o nó na garganta avisa: o menino Pajé vai acordar!
Hoje, quem não conhece a Rua Sete de Setembro é porque não conhece minha cidade - Toledo. Apertada entre outras no extremo oeste paranaense, bem pertinho do Paraguai, surgiu de uma clareira no meio da mata.

Naquele tempo, uma clareira; hoje, Rua Sete de Setembro. Essa rua foi crescendo e acolhendo o progresso que tenta esconder e aprisionar as histórias de Pajé. Elas estão descansando embaixo do calçamento, dos asfaltos, dos prédios, das casas. Basta um sinal que elas voltam.
Cheiro de terra molhada - esse era o sinal. E, ainda hoje, sinto esse cheiro entrando no meu cérebro e mexendo com o meu coração. Naquele tempo bastava sentir o cheiro de terra molhada para que nós, os meninos engraxates, escondêssemos nossas engraxadeiras - caixa de madeira em que se guardava o material necessário para engraxar sapatos - no porão dos fundos da bodega do Pizetta e, como garotos matreiros, saíssemos de mansinho, sem despertar curiosidade. Corríamos lá embaixo, no começo da rua que embicava no meio da mata, pois o mistério ia começar!

A chuva caía e formava muita enxurrada que, com sua força, trazia a terra misturada. Parecia uma cascata de chocolate que despencava no valetão - buraco muito profundo provocado pelas enxurradas, erosão. A água fresquinha que caía do céu misturava com a terra quente e provocava o mistério. Nós éramos puxados para dentro daquele enorme buraco por uma força estranha sem dó. Mesmo os que não queriam não conseguiam resistir, porque a magia era muito forte e, em poucos segundos, estávamos lá dentro, na garganta do valetão, onde brincávamos durante horas. Nessas horas o trabalho era esquecido.
Quando eu era menino, trabalhava muito. Todos os dias de manhã ia à escola e, ao retornar, mal acabava de almoçar, pegava a engraxadeira, colocava nas costas para a rua, quer dizer, para o trabalho. A engraxadeira era muito grande e pesada para meu tamanho - eu era apenas um garoto! Mas era a única forma de ajudar minha mãe no sustento da família.

Sentia como se estivesse carregando o mundo sozinho.
Hoje sou adulto e sei que aquela magia era fruto de nossa fantástica imaginação. Como qualquer outro menino, o engraxate também tinha direito de brincar. Uma das poucas vezes em que podíamos fazer isso era quando chovia. Mesmo que depois nos custasse castigos e surras.
Atualmente, as brincadeiras, comparadas com as de meu tempo, são muito diferentes. Hoje, os heróis são Superman, Batman, Homem-Aranha. Antes tínhamos heróis indígenas, com suas histórias cheias de mistérios das florestas.

Naquele tempo, quando chovia, o valetão da Rua Sete de Setembro era nosso mundo fantástico. Além das divertidas brincadeiras no lamaçal que escorria da rua, fazíamos cabanas no paredão da erosão, guerrilhas com bodoque, usando sementes de árvores como cinamomo e mamona.
Quando não chovia, sobrava tempo para brincar só aos domingos. Então, eu - Pajé - e minha turma nos reuníamos na mata, que se misturava com o terreiro das casas.
Nele, construíamos cabanas, arcos, flechas, tacapes. Pintávamos o corpo todo com barro e frutinhas da mata. Assim, sentindo-nos como heróis, brincávamos de índios guerreiros, até o sol se esconder.
Nossa vida se enchia dos poderes que vinham da mata e seguia solta, como passarinho. O fim da história? Não sei não, porque eu ainda vivo. E enquanto eu viver as lembranças nunca vão terminar.

(Aluna finalista da 3ª edição do Prêmio Escrevendo o Futuro, em 2006, 4ª série da E.M.E.I.E.F. Walter Fontana, Toledo – PR).