Mensagem Poética

"Sê bom. Mas ao coração prudência e cautela ajunta. Quem todo de mel se unta, os ursos o lamberão" Mário Quintana



Olá! Meu nome é Andréia. O objetivo desse blog é publicar as redações dos meus alunos, bem como ser um espaço de interação e construção do conhecimento acerca da literatura e do mundo da escrita.

E-mail: amoportugueseespanhol@gmail.com

sábado, 23 de junho de 2012

Un poco de música hispanoamericana

 

Me voy - Julieta Venegas

Porque no supiste entender a mi corazón?
Lo que había en él, porque no?
Tuviste el valor de ver quien soy
Porque no escuchas lo que está tan cerca de ti?
Sólo el ruido de afuera y yo
Que estoy a un lado desaparezco para ti
No voy a llorar y decir que no merezco esto
Porque es probable que lo merezco
Pero no lo quiero
Por eso
Me voy
Que lástima pero adiós
Me despido de ti y me voy
Que lástima pero adiós
Me despido de ti
Porque sé que me espera algo mejor
Alguien que sepa darme amor
De ese que endulza la sal
Y hace que salga el sol
Yo que pensé nunca me iría de ti
Que es amor del bueno de toda la vida
Pero hoy entendí
Que no hay suficiente para los dos
No voy a llorar y decir que no merezco esto
Porque es probable que lo merezco
Pero no lo quiero
Por eso
Me voy
Que lástima pero adiós
Me despido de ti y me voy
Que lástima pero adiós
Me despido de ti
Me voy
Que lástima pero adiós
Me despido de ti y me voy
Que lástima pero adios
Me despido de ti y me voy
Que lástima pero adios
Me despido de ti y me voy
Que lástima pero adios
Me despido de ti
Y me voy

terça-feira, 5 de junho de 2012

Os alunos da turma de 2º/3º anos do Projeto do GG estudaram as variedade linguístias e aprenderam que a língua portuguesa é uma língua viva e como toda língua viva está em transformação. No entanto, precisamos valorizá-la como língua de cultura, reconhecendo que todas as variedades linguísticas são importantes e que a norma escolhida como padrão deve ser usada corretamente nos momento formais, pois ela é a nossa língua e é ela que nos identifica. Pensando nisso, a proposta de redação deles era o desafio de criar uma narrativa para expressar tudo isso. A redação abaixo é um belo exemplo de como nossos alunos podem ser criativos.

Falando mal escrito
Certa vez no intervalo das aulas do GG, dois alunos conversavam:
- Pois é, Joaquim, ontem estava conversando com aquela mina, sabe!? Lá no Facebook ela começou a puxar assunto, então eu falei: "É, princesa, e aí, como vc tá? Meu anjo, me conta as 9dades?...
E conversa vai, conversa vem e ela topou sair comigo, tá ligado?
- Então, Josecler, tudo certo, mas cuidado para você não escrever errado nas provas também, ok?
- Oxi, mano, tá me tirando é?
- Não cara. É porque a gente acaba se acostumando a fazer essas mesmas coisas nas provas, por exemplo.
- É verdade, vou me vigiar para não dar esse "vacilo"! Quero dizer, cometer esse erro não é?
- Abraço camarada! Boa aula! E boa sorte com a menina.
- Obrigado, Amigo!
E retornaram para as aulas.
(Nathanael Lopes da Silva - AC1)
Uma reportagem
Eu estava em casa, vendo TV quando mudei o canal e estava passando um programa que falava sobre as linguagens dos jovens hoje em dia. Não entendi, então fui para a escola porque já era hora.
- João, você viu aquela reportagem que passou hoje de manhã?
João pergunta:
- Qua? A dos jovens sobre como eles escrevem e da norma padrão?
Eu falo:
- Essa mesma. Você entendeu? Porque eu não entendi.
João fala:
- Entendi, sim, eles queriam falar sobre o modo como os jovens de hoje em dia escrevem, falam e usam muitas gírias, e sobre a norma padrão, que os jovens escrevem muito diferente da forma padrão.
Eu disse:
-Há soh! Agora entendi, é para os jovens se ligarem porque nós precisamos saber escrever das duas formas, da nossa e da forma padrão.
João disse:
-Isso mesmo, agora fica quieto que a professora chegou.
(Luís Henrique - AC1)

domingo, 3 de junho de 2012

Poema de Clarice Lispector e Redações do 1º ano


No primeiro bimestre de 2012 meus alunos do Projeto 1º/2º anos do GG foram motivados a escrever uma redação cujo objetivo foi resgatar a identidade pessoal deles. Fiquei muito feliz porque eles demonstraram ter personalidade, ter consciência daquilo que são e daquilo que querem ser. Estão todos de parabéns. Como não há espaço para publicar todas as redações escolhi algumas que mostro abaixo.

Este sou eu
Em meio ao vai e vem das pessoas e a rapidez que passam as horas, existe um garoto absolutamente normal que age como a maioria das pessoas, este sou eu. Amante da liberdade e inimigo da rotina sempre estou disposto a conhecer coisas novas dentro de parâmetros normais, como conhecer novos amigos, viagens e etc.
Embora eu tenha dezessete anos e more com a minha mãe, acredito que já vivi muitas experiências, algumas maravilhosas, outras nem tanto. Procuro retirar de tudo o que faço proveito suficiente para melhorar na próxima vez.
Meus amigos dizem que sou divertido, companheiro e meio pão duro de vez em quando, odeio misturar dinheiro com amizade.
Em poucas linhas e bem resumido, este sou eu.
(Lucas Bernardo - AC2)

O conto de um sonho
Meu nome é Ygor Baeta, sou chamado de roqueiro, devido ao estilo de roupa e das músicas que escuto. Vivo com minha mãe e irmãos, nós nos damos muito bem, um relacionamento de amizade, confiança e respeito.
Eu gosto muito de música, eu tento tocar guitarra, teclado e bateria, mas já que não tive professor de instrumentos, devido ao orçamento, não sou profissional em nenhuma dessas áreas. O que eu tenho mais domínio é o vocal. Aprender a cantar não é tão difícil, mesmo sem professores.
Eu tento me esforçar nos estudos para ter uma boa carreira, um sonho meu sempre foi ajudar a minha mãe. Não penso ser certo tanta preocupação com o dinheiro, sempre quis que ela não se preocupasse com isso. Por isso, me esforço para que um dia possa realizar todos os sonhos dela.
( Ygor Baeta - AC3)

Sou José
Sou José Nério dos Santos Teixeira, tenho 17 anos de idade, nascido no hospital do Gama e hoje moro no Areal, numa pequena vila localizada entre Taguatinga e Águas Claras.
A Dona Joselina Firmina dos Santos é a mãe da casa, meu pai é falecido, amo minha mãe muito e dou valor nela enquanto eu a tenho. Acredito que um dia irei me formar em Direito para que eu possa ajudar minha mãe a sair da miséria e dar uma vida confortável a ela.
Eu gosto de quando ela chega do seu trabalho que é lá no Dimensão na área de serviços gerais para que eu possa fazer um carinho gostoso nela e deixar a Dona Jô bem feliz com os filhos que têm. A felicidade nós encontramos entre nós mesmos, na união da família. Não tem nada melhor do que isso.
(José Nério - AC4)

Quem sou eu?
Eu sou o Raphael Henrique, nasci em Brasília-DF, moro aqui tem 15 anos. Eu não conheço muito o meu pai, mas minha mãe eu conheço um pouco, embora hoje ela não esteja aqui, porque ela veio a falecer no ano passado.
Os meus valores de hoje em dia são minha família, o meu trabalho como DJ e as pessoas que eu convivo a cada dia. Eu acredito que eu vou conseguir dar uma vida melhor para os meus irmãos e fazer uma faculdade de Educação Física.
Eu gosto de sair com os meus amigos, jogar bola e pricipalmente das noitadas como DJ. Eu valorizo muito as pessoas que me querem ver bem.
Ser feliz para mim é ter a família por perto e ter que viver a vida, ou seja, aproveitar o tempo que for. Pretendo encontrar a felicidade quando tiver os meus filhos e ver meus irmãos formando suas famílias também, tendo uma vida mais feliz e saudável.
(Raphael Henrique - AC5)