O Artigo de Opinião é um texto argumentativo, o objetivo dele é expor e defender o posicionamento do seu autor de maneira clara acerca de algum tema da atualidade. Apesar de dissertativo, pode ser escrito em primeira pessoa, uma vez que é escrito de maneira pessoal. É muito comum em jornais e revistas e muitas vezes parte de uma matéria referencial. No caso dos alunos das 8ª Séries do Ced 01 do Guará, seus textos partiram de uma matéria publicada pelo Globo Repórter sobre Anorexia e Bulimia. A tarefa dos alunos era comentar a matéria a partir da questão: de que forma a cultura da moda influencia o comportamento das pessoas? Abaixo vos apresento a matéria provocativa e algumas redações.
Imagem Distorcida
Na
adolescência, o descontentamento com o próprio corpo passa a ocupar o universo
de meninos e meninas. E a ditadura da estética agrava a obsessão. Por todo
lado, fórmulas milagrosas. Como se enquadrar em um padrão de beleza que passa longe
dos mais gordinhos? Pode estar começando aí uma batalha dolorosa.
Os
números da insatisfação surpreendem. Uma pesquisa que ouviu mais de três mil
adolescentes revela: três entre quatro jovens queriam um corpo diferente.
“A
insatisfação leva a um padrão alimentar anormal, que traz sofrimentos para o
corpo, doenças físicas que afetam diversos sistemas, como o cardíaco e o renal.
Dessas dietas ditas normais, 35% evoluem para dietas patológicas. Então, daqui
a 20 anos, vamos ter 75% de adultos doentes fisicamente também”, explica a
psiquiatra Paula Melin
Vanessa
Dellapruta de 19 anos tem o sonho que povoa a cabeça de milhões de
adolescentes: quer ser modelo de passarela. A altura, 1,73 metro, não seria
problema. A questão é a briga com a balança, que começou aos 10 anos. Com 1,55
metro, Vanessa chegou a pesar 70 quilos. Pelo menos dez acima do considerado
normal para a altura. Ela cansou de ouvir piadas na escola. A comparação com a
irmã era inevitável.
“A
irmã era meio que um ídolo para ela. Na família, as pessoas diziam que ela
estava gordinha e ela ouvia as pessoas falarem que ela deveria ficar como a
irmã, que era magra. Diziam que ela estava gorda e ela dizia: ‘Eu quero ser
aceita’”, conta a mãe de Vanessa, Elyan Dellapruta.
Para
emagrecer e ser aceita, Vanessa radicalizou: reduziu a alimentação a 250 gramas
de queijo branco por dia. Resultado: 32 quilos e um quadro de anorexia nervosa.
“Quando
me olhava no espelho, eu achava que estava muito magra, que estava muito feia,
mas eu tinha medo de engordar”, diz Vanessa.
Nos
últimos nove anos, Vanessa conheceu o pior lado dessa obsessão pela magreza:
quatro internações para cuidar da anorexia e de outros transtornos que
surgiram. Ela se tornou compulsiva.
“Teve
uma época que eu cheguei a fazer sete horas de exercício por dia”, lembra.
E os longos
períodos de jejum também despertaram um desejo descontrolado por comida.
“Eu
cheguei a comer uns 15 pacotes de biscoito de cada vez”, diz Vanessa.
Ela
só exagerava porque em seguida vomitava tudo, acreditando que assim não iria
engordar. Era a bulimia, um vômito provocado. A doença não ajuda a emagrecer.
Ao contrário, provoca retenção de líquido e inchaço. As refeições balanceadas
que hoje são servidas em quantidades e horários controlados fazem parte de um
tratamento.
Vanessa
é acompanhada 24 horas por uma enfermeira. Ela evita os exageros e orienta a
jovem em todas as refeições.
“Oriento
para que ela coma um pouco devagar, porque faz parte da compulsão comer rápido
demais”, diz a enfermeira Damiana Gomes.
Vanessa
está fora da escola há quatro anos. Ainda luta para controlar a doença. (...)
E
nessa busca por ajuda, muitas vezes o jovem precisa ser levado pela mão. Poucos
têm consciência do problema e procuram tratamento sozinhos. A Santa Casa de
Misericórdia do Rio de Janeiro mantém um serviço gratuito para atendimento de
transtornos alimentares, com uma equipe de profissionais voluntários formada
por psiquiatra, psicólogos, nutricionistas e endocrinologistas. É cada vez
maior o número de adolescentes com preocupação obsessiva pelo corpo.
A
anorexia e a bulimia são problemas mais comuns entre as mulheres. A proporção é
de dez meninas para um menino. Diego Barbosa, de 19 anos, era o gordinho da
turma: tinha 87 quilos aos 14 anos. Nele, a anorexia se manifestou diferente.
Achava que ia morrer sufocado se engolisse comida sólida e passou a se
alimentar só de líquidos. Acabou ficando com 50 quilos. Segundo os médicos, um
medo inconsciente de ser gordo. Hoje, aos 19 anos, está se recuperando do
transtorno.
“Se
eu ficasse gordinho como antes, ficaria feliz, porque depois de vários anos me
vendo magro no espelho, nunca mais eu quero ver essa imagem”, diz ele.
“A
anorexia nervosa e a bulimia têm cura. São doenças crônicas, de difícil
tratamento, mas em 70% dos casos a remissão dos sintomas é total. O tratamento
é difícil, custoso, mas vale a pena”, garante a psiquiatra Paula Melin.
(Fonte: redeglobo.globo.com/TVGlobo/Globo Reppórter-2014)
Pessoas que não se aceitam como são
Segundo uma reportagem feita pela Rede Globo de televisão, muitos jovens estão descontentes com o seu próprio corpo, a reportagem revela que o número de jovens que queriam ter um corpo diferente é surpreendente. Entrevistaram uma psiquiatra que disse que "a insatisfação leva a um padrão alimentar anormal, que traz sofrimentos para o corpo, doenças físicas que afetam diversos sistemas como o cardíaco e o renal".
Vendo essa pesquisa, percebi que muitos jovens têm um certo medo de não serem aceitos pelo peso que têm, e para emagrecer fazem dietas fora do normal, exercícios físicos excessivos, que muitas vezes causam doenças como anorexia e ou bulimia. Olhando pelo lado dos jovens, entendo o porquê da procura desesperada por emagrecimento, mas também consigo ver o que isso causa. Não penso que seja certo, mas também não acredito ser errado, pois cada um tem que se sentir bem com o seu corpo.
Os jovens ou as pessoas que fazem esse tipo de tortura contra si mesmos, têm um movimento e esse motivo é se sentir aceito(a), se sentir bem com o seu corpo, ou seja, sua aparência física; e por outro lado, não serem alvos de piadas por terem um corpo acima do considerado normal.
Deveríamos repensar sobre nossos conceitos e aceitar as pessoas mais.
Jhenyffer Fagundes - 8ª Série A
Moda na Adolescência
Sempre vemos em propaganda sobre a moda eventos sobre moda em que as modelos são extremamente magras.
No texto "Imagem Distorcida", matéria publicada pela Rede Globo, são apresentados vários casos de adolescentes que sofreram por influência da moda. Há relatos de pessoas que se arrependeram. É o caso de Diego Barbosa que agora se recupera da anorexia. Ele disse: "se eu ficasse gordinho como antes, ficaria feliz, porque depois de vários anos me vendo magro no espelho, nunca mais eu quero ver essa imagem".
Na minha opinião, tudo deve ter o seu limite, é preciso cobrar limite para essa moda que vem destruindo a adolescência de vários jovens. No texto esse sofrimento não é culpa só da moda, e que fique claro, eu não a defendo. Colegas, família, as pessoas em geral não consideram normal uma pessoa mais gordinha, que foi o caso de Vanessa Dellapruta que escutava de sua família que deveria ser magra como a irmã. E juntamente com as piadas na escola, Vanessa parou de comer normalmente, desenvolvendo anorexia e bulimia.
É incrivelmente ridículo a forma em que a moda impõe que pessoas "normais" são as que possuem corpo magro, pele clara, cabelos lisos e características que a minoria dos jovens possuem, obrigando os outros a mudar seu comportamento.
A mídia e a moda nos dizem o que usamos, os melhores sapatos, roupas, bolsas e maquiagem para serem considerados normais.
O relato desses adolescentes, na minha opinião, provam que passou da hora dessa cultura da moda ser limitada e não ser idolatrada como principal arma para ser considerado socialmente normal.
Natália Nascimento Ribeiro - 8ª Série A
A Moda e sua influências
Esse ano, o Globo Repórter exibiu uma matéria sobre o padrão de beleza e a luta dos jovens para se enquadrar nele. Para conquistar o tão desejado "corpo perfeito", muitos jovens se submetem a atos absurdos e dietas malucas. Esses transtornos alimentares acabam gerando doenças como anorexia e bulimia.
Na minha opinião, esse padrão de beleza não deveria ser seguido por ninguém, quando vejo pessoas assim, não sinto admiração nem as acho bonitas, sinto apenas pena por elas serem "escravas" da moda.
O texto exibe depoimentos de diversos jovens que sofrem com essas doenças. "Quando me olhava no espelho, eu achava que estava muito magra, que estava muito feia, mas eu tinha medo de engordar", diz Vanessa Dellapruta de 19 anos.
Penso que esse padrão de beleza tem que parar de ser seguido, para que os jovens possam viver sem ter que se preocupar com as aparências, e descubram que a verdadeira beleza é a que nós temos por dentro.
Izadora Teixeira - 8ª Série B
Medos, todos têm!
Na minha opinião, não seria necessário ter medo de engordar, pois sempre tem como resolver esse problema.
Muitas pessoas se perguntam: por que eu teria medo daquilo? A resposta é simples de falar, fazer acontecer é difícil. Muitas vezes quem tem medo é porque pode ser uma fobia ou um ato passado que marcou a vida de muitas pessoas.
Medo é medo, e o medo se supera encarando o passado ou enfrentando as fobias. Não precisa ter medo daquilo que não existe ou pode existir. Já parou para pensar o quanto seria melhor a sua vida se não tivesse medo daquilo? Com certeza, seria melhor enfrentar os medos do que ficar com eles a vida toda.
Todos têm medo de algo, ou por fobia ou por um fato que marcou a vida. Devemos enfrentá-los como seus piores inimigos e transformar o medo em diversão. Devemos respeitar aquele que tem medo e tratá-lo como se você tivesse aquele medo.
Gustavo Alexandre - 8ª Série B
Padrão de Beleza
A reportagem da Globo relata a obsessão para ter o padrão de beleza, e que isso se agrava com o tempo, e pode até virar uma grave doença, como a bulimia e a anorexia, doenças que precisam de tratamento psicológico e pode levar à morte.
Na minha opinião, não é tão fácil assim de combater a anorexia e a bulimia, principalmente sem a ajuda da mídia, dos familiares, os amigos, enfim da sociedade. A mídia impõe muito que para você ser bonita, você precisa ter um padrão de beleza, e com isso adolescentes que não estão com a personalidade formada, acreditam que só daquele jeito serão bonitas e aceitas socialmente.
Com a ajuda de todos, podemos sim mudar essa realidade, com ajuda dos pais, da escola, da mídia não impondo um padrão de beleza e sim fazendo acreditar que todos somos bonitos da nossa forma, tamanho e jeito. Só assim combateremos e ganharemos essa batalha contra a anorexia e a bulimia!
Gabriela Alves de Carvalho - 8ª Série C
A Moda e sua causas
Nos dias de hoje, o índice de pessoas com preocupações em questão à moda é muito grave. Jovens e adultos procuram por resultados melhores, tanto na estética, quanto na aparência física.
Atualmente, as pessoas ligam muito para o que as outras pessoas possam dizer sobre elas (aparência física). Por conta disso, as pessoas começam a se valorizar por fora e vão esquecendo da saúde que é o mais importante.
Há vários casos de pessoas adoecendo por conta da moda. Isso é comum para a sociedade em que vivemos.
Minha opinião sobre isso é a falta de amor a sim mesmo, mostrar um visual bonito, sendo que por dentro está frágil e sofrendo.
Samuel Barreto - 8ª Série C

É ... realmente é um assunto muito difícil de abordar , mas parabéns professora , penso que todas as turmas se saíram muito bem tanto no debate , como nas redações , adorei !
ResponderExcluirObrigada pela participação, Loorrany. Esse retorno é muito importante para a gente melhorar a qualidade das aulas. Beijos...
ExcluirAcho que por mais que eu tenha motivo para odiar a moda , penso que seria dificil...gostei do blog!!
ResponderExcluir(Tainara Lira Da Costa 8 série A)
Mas é assim mesmo, não precisamos deixar de usar a moda, mas podemos fazer uso dela com consciência e personalidade. Obrigada pela participação. Beijos...
ResponderExcluirÉ difícil mas não impossível. Penso que devemos tirar da moda apenas coisas que achamos certas ,mas a moda geralmente nos oferece coisas ruins que nos faz bem mas pelo contrario so nos deixam pior !! E se nao tiver seguidores n tem mas o porque da moda .(Samuel Almeida Cabral 8ª serie A)
ResponderExcluirOi Samuel, obrigada pela participação. Ela é valiosa no processo de avaliação, que é mais do que dar nota para os alunos. Ela serva também para melhorar cada vez mais o processo de ensino e aprendizagem. Beijos....
ExcluirNao nos faz bem *
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