Atenção, alunos da 8ª Série!
Visualizem as dicas para a redação bimestral
Orientações
para o artigo de opinião:
- O texto deverá partir do fato-notícia relatado no texto referencial e levantar uma questão polêmica a partir de uma opinião;
- Deverá informar o leitor da origem dessa questão;
- O autor do texto deve se posicionar claramente;
- O autor poderá utilizar a 1ª. Pessoa do discurso, usando expressões que introduzem sua opinião tais como “penso que”, “na minha opinião”...;
- Levar em consideração os pontos de vista de opositores para construir seus argumentos;
- Usar expressões que introduzem os argumentos, como “pois”, “porque”;
- Usar argumentos de autoridade, de exemplificação, de comprovação, de causa e conseqüência, citar fontes que sejam favoráveis a seu ponto de vista;
- Concluir o texto, reforçando o seu posicionamento ou solucionando algum problema que tenha sido levantado;
- Verificar pontuação, ortografia, substituir palavras demasiadamente repetidas...Por fim, encontrar um bom título para o artigo. Ele deve ser original, claro e antecipar o assunto a ser discutido. Não esquecer de se identificar no final do texto.
Programa
"Abrace um Parque" é lançado em Brasília
Programa
para salvar os parques da capital é lançado nesta quarta-feira
João
Campos - Correio Braziliense
Publicação:
28/05/2008 08:31 Atualização: 28/05/2008 08:33
O
Instituto Brasília Ambiental lança nesta quarta-feira (28/05) o programa
“Abrace um parque”, que propõe a preservação do meio ambiente e da qualidade de
vida dos brasilienses com o plantio de mudas e a conservação dos parques
ecológicos do DF. Dos 73 criados, apenas 10 funcionam com uma estrutura mínima
para visitação. O restante ficou no papel ou está em péssimas condições. O
programa será lançado na abertura da Semana do Meio Ambiente 2008, às 16h, na
Biblioteca do Cerrado, no Parque da Cidade.
Para
o presidente do Ibram, Gustavo Souto Maior, os acordos de cooperação com
empresas, cidadãos, associações, embaixadas, ONGs e outros representantes da
sociedade civil significam a melhor forma de mudar o quadro de descaso com o
verde na capital. Só em Planaltina, por exemplo, há nove parques criados, mas
todos de papel. “O governo não tem verba nem pessoal para administrar os
parques. Para os 73 existentes, foram nomeados apenas 12 administradores. No
mais, contamos com a boa vontade de servidores que estão na causa
voluntariamente”, revelou.
A
parceria pelo verde vai funcionar da seguinte forma: uma faculdade, por
exemplo, que deseja usar um parque nas atividades complementares às salas de
aula, poderá fazê-lo livremente. Mas também será responsável pela gestão do
local. Mutirões de limpeza, cuidados com as estruturas, eventos comunitários
são formas de repartir a responsabilidade. Segundo Gustavo, já há uma parceria
acertada com uma faculdade, que deve cuidar do Parque Ecológico do Guará. Outro
banco da cidade quer assumir uma das duas áreas do Sudoeste.
Um
modelo de parque bem-sucedido hoje em Brasília é o Olhos D’água, entre as
quadras 412 e 413 Norte. No local há pista para cooper com 2km — bem conservada
e sinalizada —, equipamentos de ginástica, chuveiros, parquinho para a
criançada e uma majestosa e retorcida mata nativa. Só aos domingos, são cerca
de três mil usuários. O administrador do parque, Ezequias Vasconcelos, afirma
que o segredo para o sucesso é a participação da comunidade. “Aqui todos têm voz.
Por meio de uma consulta popular, como exemplo, foi decidido que não pode fumar
nem andar de bicicleta aqui”, explicou.
Mão
na massa
Antes
mesmo de o Abrace um Parque ser lançado oficialmente, empresários da cidade já
começam a preservar as áreas ambientais em meio ao concreto da cidade. É o caso
de Sérgio Slavieiro, dono de uma concessionária de automóveis e agora amigo do
Parque de Uso Múltiplo da Asa Sul, na Quadra 614, à margem da Avenida das
Nações.
Mato
alto e montanhas de entulho eram a paisagem mais comum na área de 22 hectares,
que ainda sofre com a falta de estrutura, como uma pista de corrida e
bebedouros. Agora, graças a atitudes como a de Sérgio, a vista começa a mudar.
A Savana Desenvolvimento Ambiental Sustentável é a empresa parceira que já
começou a plantar as primeiras das 3 mil mudas no terreno de jatobá-do-cerrado,
aroeira, sucupira, copaíba, ipê-verde, embiriçu, entre outras.
Fonte:
http://cbnews.correioweb.com.br/html..._interna.shtml
Artigo
de Opinião
EDUCAÇÃO
AMBIENTAL: UM PROJETO PARA TODOS
No dia 28 de maio de 2008 foi lançado o
programa “Abrace um parque” pelo Instituto Brasília Ambiental. O objetivo do
projeto é investir na qualidade de vida dos brasilienses com vistas a preservar
os parques ecológicos do DF com a ajuda da própria comunidade.
O projeto é muito interessante, mas
penso que corre sérios riscos se não houver um trabalho de educação ambiental
com todos os segmentos da sociedade, inclusive o próprio governo. Nesse sentido,
investir na educação, sobretudo nas escolas do DF, é fundamental e deve ser
encarado como prioridade. Segundo matéria do Correio Braziliense, publicada
neste mesmo dia sobre o assunto, o DF possui 73 parques e somente 10 funcionam
com o mínimo de infraestrutura. O governo alega não ter verba e nem pessoal para
administrar os parques. Por outro lado, as escolas bem que poderiam desenvolver
projetos ambientais para formar a consciência e motivar atitudes por parte da
comunidade, mas também sofrem com falta de investimento e recursos pedagógicos.
Segundo o jornal “Edição Extra” (no. 272 – maio de 2008) do sindicato dos
professores no DF, desde 1999 o GDF deixa de aplicar 25% da verba destinada à
educação.
Em tempos modernos, percebo que a
relação do homem com a natureza é prejudicial. O consumismo, o aumento
populacional nas cidades, a quantidade de carros e o surgimento descontrolado
de cidades em áreas de preservação ambiental, além do uso inconsequente dos
recursos naturais põem em gravíssimo risco a sobrevivência no planeta. É
preciso que a consciência seja de todos, independentemente de classe social.
Segundo Sidney Grippi, professor da área de engenharia ambiental da UFRJ, nossa
espécie não sabe preservar o meio ambiente, ela mesma é fonte de desequilíbrio
e não pensa nas gerações futuras. Por isso, para manter a qualidade de vida, as
sociedades humanas devem mudar radicalmente sua postura e suas ações em
relação ao meio ambiente.
Não sou especialista no assunto, mas
na qualidade de educadora concordo com o professor, creio ser necessário
resgatar nos seres humanos a consciência de vida natural. Só haverá
desenvolvimento sustentável quando a humanidade for reeducada e restabelecer a
relação afetiva, e por que não dizer amorosa, com a natureza.
Assim, poderemos frequentar um parque
ecológico e experimentar o verde, ouvir o canto selvagem da água e a
inquietação dos animais, sentir a sensação de paz e o cheiro puro de vida, ter a
consciência de que também fazemos parte disso tudo. Mas nada disso será possível,
se não cuidarmos primeiro do parque ecológico que se encontra dentro de nós
mesmos, parque esse tão esquecido e mal tratado. Não basta criar projetos para
os outros realizarem, é preciso se comprometer também.
(Andréia Moreira da Silva – professora
de Língua Portuguesa da Secretaria de Educação do DF)
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